Augusto Dauster
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Policiais da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, prenderam, no início da tarde desta sexta-feira (23), o acusado de ter matado o pedreiro A.R.S., de 50 anos, no dia 9 de novembro de 2011. L.N.A, 24, foi preso em sua residência, na quadra 326 do Condomínio Del Lago na região administrativa do Itapoã.
De acordo com a polícia, os assaltantes teriam recebido no dia anterior ao crime, o alerta, de algum conhecido da vítima, de que esta carregaria cerca de R$ 2 mil em uma bolsa No dia 9 de novembro de 2011, L.N.A., e mais dois comparsas teriam abordado a vítima, na avenida central do Itapoã e anunciado o assalto. O pedreiro não quis entregar a bolsa que carregava e o acusado teria então desferido três disparos, com um revólver calibre 38, contra A.R.S.
Ainda, segundo com a polícia, antes de morrer a vítima fez a descrição dos integrantes do bando. Os investigadores não conseguiram descobrir quem teria sido o facilitador do crime, pois um dos assaltantes, C.H., 23, que teria recebido a informação, foi morto em dezembro de 2011. O terceiro integrante do grupo já foi identificado e está sendo procurado pela polícia.
O delegado-chefe da 6ª DP. Miguel Lucena avisa que as vítimas não devem resistir em situações como essa. “O comportamento mais correto para a vítima é não esboçar nenhuma reação, pois os bandidos não titubeiam em atirar”, declarou Lucena, que com relação ao latrocínio em questão afirmou “ele conseguiu proteger seu dinheiro e perdeu a vida”.
Novo Homicídio
L.N.A, teria admito na delegacia um outro assassinato, que haveria sido cometido neste sábado (17). A vítima, V.P.S., 36, teria apalpado a namorada do acusado, que por sua vez aguardou até que este saísse do bar onde se encontravam e disparou cinco vezes contra ele, com um revolver calibre 38. Um dos tiros teria atingido a cabeça e o sujeito faleceu na hora.
O delegado Lucena informou ainda que a investigação não indica nenhuma relação do suspeito com o tráfico de drogas, mas que este seria responsável por uma série de roubos e outros crimes cometidos na região. O depoimento dele teria fornecido informações valiosas sobre casos ainda em aberto.
O acusado responderá agora por latrocínio e homicídio qualificado e se condenado, poderá pegar de 20 a 30 anos pelo primeiro crime e 12 a 30 anos pelo segundo.