Está preso o responsável pelas pichações na fechada do Teatro Nacional Cláudio Santoro, viagra dosage na início da madrugada do último dia 14. É Thiago Marques Rodrigues, help o Metal, 20 anos, integrante da gangue Grafiteiros Sem Limites (GSL). Ele foi detido na noite do último domingo, em sua residência, na Quadra 26 de Valparaíso II (GO). Ao prestar depoimento, confessou que danificou sozinho o prédio do teatro, um dos cartões-postais de Brasília.
Os brasilienses ficaram chocados com a pichação porque mostra o nível a que chegou o desrespeito ao patrimônio tombado da cidade. A fachada era composta por cubos criados pelo artista Athos Bulcão, conhecido por imprimir cores em forma de azulejos ao pesado concreto de Brasília, sem desvalorizar a arquitetura.
Em 1966, Athos Bulcão criou a obra com 3.391 cubos. Há cerca de dois anos, eles foram retirados para ser revitalizados, já que estavam desgastados e havia o risco de despencarem da fechada. Desde então, não foram recolocados no local. Lá, estão apenas os pinos de ferro usados pela fixá-los.
Treze dias após o crime, uma demão de tinta branca encobria as pichações. Mas ainda dava para notar as marcas deixadas por Thiago, que pichou de uma ponta a outra do teatro, em letras estilizadas, os nomes Metal, Flash, Bart, Bomba e Obama.
A polícia recorreu a um católogo de gangues para investigar o caso. Além disso, comparou a grafia de grafiteiros para chegar ao autor do crime. Com esse cruzamento de dados, a Delegacia Especial do MeioAmbiente (Dema) conseguiu identificar Thiago.
Segundo o delegado-chefe do Dema, Antônio Anapolino de Souza, Thiago saiu com cerca de dez integrantes da gangue GSL para beber na Rodoviária do Plano Piloto no dia do crime. “Na madrugada do sábado, dia 14, ele resolveu deixar os amigos no local, escalou a fachada usando ferros e fez a pichação sozinho”, contou o delegado.
A Delegacia Especial do Meio Ambiente segue investigando para confirmar se Thiago realmente agiu sozinho. O delegado Anapolino lembrou que fez há alguns anos, quando estava na 1ª DP (Asa Sul), um trabalho intenso de combate às gangues de pichadores em Brasília. Por isso, tem experiência para cuidar desse tipo de crime. “Temos um cadastro com os nomes das gangues e dos seus integrantes”, disse. A polícia investiga ainda se Thiago cometia outros crimes, além da pichação.
Antecedentes
Thiago trabalha em uma empresa de limpeza e conservação no Núcleo Bandeirante. Segundo a polícia, ele não possuía antecedentes criminais. O rapaz foi indiciado por crime ambiental, com base no Artigo 65 da Lei 9.605. Se condenado, poderá pegar de seis meses a um ano de reclusão, mais multa. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o jovem aguardará o julgamento em liberdade.
Um morador de Valparaíso, que não quis se identificar, disse que os apelidos pichados na fechada do Teatro Nacional são os dos integrantes da gangue Grafiteiros Sem Limites. Ainda de acordo com esse morador de Valparaíso, a gangue está envolvida com armas, drogas e pichações. “Eles costumam pichar toda a cidade (de Valparaíso) e depois ir para o Plano Piloto praticar assaltos.” Thiago, contou o homem, chegou a ser baleado, há cerca de três meses, por envolvimento em outros crimes.