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Brasília

Polícia prende nove pessoas de suposta organização criminosa

Arquivo Geral

17/02/2012 7h00

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Ordenar pelo menos dez assassinatos, manter o tráfico de drogas a pleno vapor e exercer uma forte influência por conta do medo são as principais características de pelo menos três possíveis organizações criminosas que se estabeleceram na comunidade do Varjão, no Lago Norte. Ontem, uma operação foi desencadeada pela Polícia Civil para desmantelar um dos supostos bandos. Nove pessoas acabaram presas, além de armas e drogas que foram apreendidas.

 

A Operação Octopus, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), é fruto de uma investigação que ocorre há dois meses e ainda continua. A ação monitorou e identificou integrante de uma quadrilha que mantinha um grande esquema de tráfico de drogas. Segundo a polícia, os pontos de venda alimentavam viciados, quase sempre moradores de áreas nobres do DF.

 

Equipes formadas por 95 investigadores se dividiram para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensões em diversos pontos do Varjão, além de cidades como Samambaia e Itapoã. Três homens, entre eles o que é apontado como chefe da quadrilha S.V.N., 29 anos, foram detidos. Outras três pessoas foram detidas por posse de munição. Três usuários de drogas também foram detidos por posse de pequenas porções de maconha.

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A erva, inclusive, era o carro-chefe da quadrilha, que vendia para usuários das asas Sul e Norte, além do Lago Norte. Durante o período de investigação, policiais filmaram a ação dos criminosos pela comunidade. O tráfico passou a ser uma atividade tão comum dentro do Varjão que o crime começou a contar com a participação dos próprios moradores. “Não sabemos se por medo ou co-participação, mas os moradores chegavam a esconder armas drogas e munição para os traficantes”, explicou o delegado-adjunto da 9ª DP, George Couto.

 

O monitoramento da polícia acabou por identificar que três grupos distintos disputavam os pontos de venda no Varjão e adjacências. Crianças, adolescentes e mulheres da própria comunidade exercem funções secundárias nos bandos, quer atuando como “vapor” – vendendo pequenas quantidades de drogas para os usuários – quer ajudando a esconder drogas e armas nos barracos mais próximos.

 

De acordo com o delegado, dez homicídios registrados nos últimos dois anos na região se deve ao confronto entre os grupos rivais. “Os criminosos matam e morrem pelo domínio do território e os homicídios são um efeito colateral do tráfico. Existem também casos em que pessoas acabaram sendo executadas por deverem aos traficantes”, disse Couto.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (17) do Jornal de Brasília.

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