
O suposto autor do crime que matou o policial civil recém-aposentado Mário Robson Guedes, 53 anos, na madrugada da última segunda-feira, em Sobradinho II, foi preso na região, ontem. Por volta das 11h, Mateus Henrique dos Santos, 20 anos, foi encontrado pelas polícias Civil e Militar do DF, em via pública, na AR 12.
Segundo o delegado-chefe Rogério Henrique Rezende Oliveira, da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), contribuíram para as investigações algumas testemunhas do crime, que descreveram o perfil do suspeito. Uma delas, inclusive, teria encontrado o homem após o ocorrido.
“Todas as pessoas que ajudaram na investigação estão muito fragilizadas. Elas foram ouvidas ainda na madrugada. As testemunhas fizeram uma descrição física do suspeito idêntica, o que ajudou no trabalho da polícia. Uma delas, inclusive, se encontrou com Mateus depois que ele matou o policial civil e contou que ele disse ter ‘acabado de fazer um cara’ e que ainda estava com o carro da vítima”, declara Oliveira.
Portanto, continua o delegado, “não nos restam dúvidas de que ele é o autor do crime. Além disso, uma investigação mais técnica da polícia também comprova isso”.
Carro
O crime aconteceu em um bar na QMS 30, ao lado de uma pizzaria, no Setor de Mansões de Sobradinho II, região marcada pelo registro de pequenos furtos e roubos.
Por volta das 2h, o policial Mário Guedes estava acompanhado de duas amigas, quando o suspeito chegou armado, perguntando sobre o carro da vítima, um Toyota Corolla, que estava estacionado na entrada do estabelecimento.
Histórico violento
Mateus tem passagem pela polícia por crime de violência doméstica contra a própria mãe.
Se condenado, ele vai responder pelo crime de latrocínio e poderá pegar de 20 a 30 anos de reclusão.
O suspeito passou a noite na delegacia e, hoje, será encaminhado para a carceragem da Delegacia de Polícia Especializada (DPE).
De acordo com o delegado-chefe Rogério Henrique Rezende Oliveira, Mateus disparou contra o policial sem razão. “Assim que chegou ao local, o suspeito apontou a arma para a vítima, que levantou as mãos pedindo calma. Mateus perguntou para Mário se ele era policial, mas ele negou. Mesmo assim, o suspeito atirou no peito dele. Foi um único disparo. O policial morreu na hora”, completa.