Alessandra Martins
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Na noite da última terça-feira (22), a Polícia Civil prendeu o responsável por matar o dono de um restaurante em Planaltina/DF. O crime aconteceu na semana passada.
Agentes da 27ª DP monitoravam o homem, P.H.M.M., de 32 anos. Até então, P. era apenas suspeito de participar do roubo de um carro. Ele foi preso ao chegar em uma casa alugada no Recanto das Emas e após descer do carro, junto com a companheira, I.M.N., de 26 anos.
O homem foi detido e encaminhado para a 16ª DP, onde o crime está sendo investigado. De acordo com o delegado Aélio Caracelli Júnior, o acusado confessou ser o autor dos disparos que mataram J.P.S., de 46 anos. “Ele informou que se sentiu humilhado por ter que pagar o valor a mais pela refeição. Por isso, voltou ao local e matou o dono do comércio”, contou o delegado.
No momento da prisão, o criminoso foi encontrado com duas armas de fogo, uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 38. A mulher também portava uma arma e uma porção de maconha. No entanto, a arma utilizada no crime, uma pistola 9mm, não foi encontrada.
P., que era foragido da Justiça, possui cinco mandados de prisão e 12 inquéritos instaurados em seu nome. A ficha inclui roubo à mão armada e formação de quadrilha. Segundo a Polícia, o homem agia no Recanto das Emas, em Samambaia, em Taguatinga e em Planaltina.
A investigação deve continuar, pois há a suspeita do envolvimento dos criminosos em outros casos. A Polícia também segue procurando um terceiro suspeito, já identificado, para prestar informações sobre o caso.
O homem será indiciado por homicídio duplamente qualificado, devido a motivos fúteis e dissimulação para cometer o crime. Se for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. P. já foi encaminhado para a penitenciária do DF, a Papuda.
Já a mulher não tinha passagens pela Polícia. Ela sera autuada por posse ilegal de arma de fogo e pode pegar até quatro anos de detenção.
Relembre o caso
Na tarde da segunda-feira passada (14), P. e amigos foram almoçar no restaurante de J. O local oferece almoço à vontade por um preço estabelecido. Porém, há um aviso de taxação caso comida sobre no prato. P. não concordou com a taxa e discutiu com o dono do restaurante, que optou por não cobrar a mais naquele dia.
No dia seguinte (15), P. voltou ao restaurante e novamente deixou comida no prato. Segundo a polícia, I. também estava no local e incitou o companheiro a discutir com J. Com a nova discussão, o dono do restaurante resolveu cobrar a taxa. P. pagou a conta, saiu do local e voltou armado. Nesse momento matou o comerciante.