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Brasília

Polícia prende 28 pessoas por parcelamento irregular de solo em Vicente Pires

Colaborador JBr

07/07/2016 23h21

Mateus Alencar

Rosana Jesus
rosana.jesus@jornaldebrasilia.com.br

Após receber uma denúncia anônima há uma semana, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 28 pessoas por parcelamento irregular de solo e dano ambiental, em Vicente Pires. O grupo ocupava 18 hectares de terra, com 70 barracos de lona e madeira. A operação, denominada 26 de setembro, foi realizada na manhã desta quinta (7) em conjunto com a Polícia Militar, a  Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e a Subsecretaria de Ordem Pública e Social (SOPS) .

Ao todo, 35 pessoas foram abordadas, de acordo com a delegada-adjunta da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (DEMA), Marilisa Gomes. Dentre elas, sete foram liberadas por não estar em situação de flagrante. “Eles agiam há dez dias e a divisão da terra era feita por ordem de chegada. Eles ocupavam o espaço que achavam melhor e tomavam posse”, informou.  Durante as investigações, nove testemunhas foram ouvidas.

Ainda segundo Marilisa o crime não é considerado grilagem. Os suspeitos, que atuavam há quinze dias no local, alegam que a invasão foi feita por não possuir moradia. “Eles não vendiam os lotes, apenas invadiam de forma irregular. É importante ressaltar que as pessoas que ocupavam o local não devem ser consideradas vítimas, uma vez que tinham ciência da irregularidade”, esclarece a delegada.

Além do parcelamento irregular de lotes, os suspeitos serão autuados por crime de dano ambiental. “Os invasores derrubaram árvores sem permissão e prejudicaram o meio ambiente, por isso não podem sair impune”, esclareceu o coronel da Polícia Militar Paulo Henrique Tenório. Ainda segundo ele, a invasão não é considerada um movimento social, apesar de possuir líderes que trabalham como síndicos.

O delegado-chefe da DEMA, Ivan Dantas, informou que os entulhos da invasão serão recolhidos ainda nesta sexta-feira (8). “O barracos já foram derrubados e é importante ressaltar que o governo trabalha para a segurança da população. Fazer essa interrupção agora pode evitar problemas futuros”, opinou. Dantas acredita que a solução para acabar com esse tipo de crime é conscientizar os próprios invasores. “É preciso ter uma preocupação com a ocupação dessas áreas de risco”, pontuou.

Entre os autuados, sete possuem passagem por roubo, porte ilegal de arma e homicídio. Alguns cumprem pena em liberdade. Se condenados, podem pegar até cinco anos de prisão pelo crime inafiançável de parcelamento de solo e dano ambiental.

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