Doze pessoas já foram ouvidas na 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte,
para apurar os responsáveis pelo acidente na obra do Hospital Universitário de Brasília (HUB) que matou três operários na última sexta-fera (22).
Na segunda-feira (25) foram ouvidos dois operários, dois fiscais do Centro de Planejamento da Universidade de Brasília (Ceplan/UNB) e um representante de uma empresa terceirizada contratada pela Construtora Anhanguera, responsável pela obra.
O fiscal da UnB, Josafá Cordeiro, também prestou depoimento. Ele visitou a obra do Instituto da Criança e do Adolescente (ICA), no HUB, no dia anterior ao desabamento. Cordeiro afirmou à polícia que havia pedido a suspensão dos trabalhos. “A paralisação se deu pelo risco iminente do que estava acontecendo. Eu fiz a recomendação para parar a obra e ninguém ouviu”, disse.
Os investigadores também conversaram com o mestre de obras que trabalhava na construção do ICA, e fugiu logo após o acidente. O operário passou algumas informações, e ainda nesta semana deve prestar esclarecimentos formais sobre as investigações.
O delegado Marcelo Araújo informou que os depoimentos serão confrontados com as provas coletadas na UnB. A polícia espera ouvir cerca de 70 pessoas até o dia 21 de agosto, data prevista para resultado do laudo do Instituto de Criminalística.