Três pessoas foram presas neste domingo (07), por volta das 13h30, após roubarem uma casa na QI 23 do Lago Sul e uma continua foragida. A quadrilha ficou rondando o local à procura de uma casa vulnerável para assalto. Assim que escolhida, Juarez Mariano Santos, de 52 anos, e José Ailton, 50, entraram na residência e mantiveram cinco moradoras da casa como reféns sob uma arma de fogo na cozinha enquanto roubavam cinco aparelhos celulares, algumas joiais e R$ 2,8 mil em espécie. Após o crime, os suspeitos roubaram um Fiat Palio das vítimas para ir de encontro a Amaurília Gomes da Silva, de 49 anos, esposa de José Ailton, que estava em um Sandero em uma rua abaixo da casa escolhida.
Assim que reunidos, os suspeitos foram para São Sebastião dividir os produtos e entregar a arma para Rogério da Silva Pessoa, 39, foragido desde 16 de março deste ano. Juarez foi o primeiro a ser preso pela Polícia Militar. Ao sair de São Sebastião, entrou em um ônibus para voltar para o Centro de Progressão Penitenciária, no SIA, pois havia sido beneficiado com o saidão de fim de semana.
O GPS de um dos celulares que estava com ele foi ativado pela PM. Ele foi preso ainda no ônibus. José Ailton, também residente do Centro, foi preso assim que chegou ao local. Após intensiva investigação, a Polícia Civil descobriu que Amaurília também fez parte do crime. Ela foi presa, ainda dentro do Sandero, em São Sebastião. O veículo estava sendo financiado por um Banco e em nome de José Ailton, o que causou estranheza na PC.
As informações foram descobertas pela Polícia Militar e Civil e todas as apreensões foram realizadas em menos de doze horas. O delegado-chefe da 10ª DP, Laércio Rosseto (foto), alerta a população brasiliense e, principalmente, os moradores do Lago Sul quanto à segurança do local. “O Lago é um bairro que oferece muitas condições de roubo e furto, ou entram nas casas pela garagem, ou pulam o muro. Orientamos que utilizem, no mínimo, uma cerca elétrica nas casas, pois o bairro têm, pelo menos, duas rotas de fuga: uma para São Sebastião na QI 25, e outra para o Paranoá. Isso facilita a ação dos bandidos”, ressalta Rosseto.
Utilizando das técnicas policiais, a PC conseguiu que todos confesassem o crime. Os três já têm passagens pela Polícia. Juarez possui seis passagens por roubo (quatro delas foram no Lago Sul), um homicídio, sete furtos; José Ailton têm 11 passagens por roubo, seis furtos, nove sentenças condenatórias; Amaurília responde por três furtos e o foragido Rogério tem uma passagem por roubo, quatro por tentativa de homicídio, dois portes de armasm e um latrocínio tentado.
Laércio questionou a legislação brasileira por causa do alto número de passagens pela polícia dos suspeitos. “Os fatos acontecem aqui e levamos para o judiciário decidir. É preciso que a legislação apoie o trabalho policial para restabelecer a sensação de segurança da população”, reforça. Caso condenados, os suspeitos responderão por roubo duplamente qualificado e formação de quadrilha, e poderão cumprir pena de quatro a dez anos aumentado de um terço à metade.