Da Redação
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Presa há 15 dias no Presídio Feminino do Distrito Federal, conhecido como Colmeia, sob acusação de atrapalhar as investigações do assassinato dos próprios pais e de uma das empregadas do casal, a arquiteta Adriana Villela, 46 anos, voltou ao apartamento no Bloco C da 113 Sul, onde ocorreu o crime, levada por policiais e peritos em busca de evidências para elucidar o crime. Ela vestia roupas brancas e estava algemada.
O advogado de Adriana, Rodrigo Alencastro, classificou como desnecessário o fato de a cliente estar algemada e ter sido colocada no cubículo da viatura policial. “Adriana não é uma presa que oferece perigo social ou de fuga”, justificou.
A prisão temporária de 30 dias para Adriana Villela foi decretada no último dia 16 pelo juiz Fábio Francisco Esteve, substituto do Tribunal do Júri de Brasília. Além de Adriana, o magistrado mandou prender também o policial civil José Augusto Alves, a ex-faxineira do casal, Guiomar Barbosa da Cunha, a paranormal Rosa Maria Jaques e o marido dela, João Tocchetto de Oliveira. Apenas Adriana permanece presa.
Mas a filha do casal assassinado há um ano poderá ser solta esta semana. Na próxima quinta-feira, o desembargador Romão Cícero, da Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), vai decidir se concederá liberdade a ela.
A procuradora de Justiça Marinita Maria da Silva teria apresentado sexta-feira o parecer sobre o habeas corpus. Como a próxima sessão da turma ocorre quinta-feira, há uma grande expectativa dos advogados de defesa, de parentes e amigos de que Adriana possa ser solta antes deste prazo. “Acreditamos na inocência dela e no trabalho do Poder Judiciário”, disse Alencastro.
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