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Brasília

Polícia investiga abuso dentro do hospital

Arquivo Geral

31/01/2013 8h00

Elaine Siqueira
elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

A polícia investiga uma denúncia de  abuso sexual a paciente  de um hospital particular da Asa Norte. A vítima é uma mulher de 25 anos, deficiente visual, que estava internada com forte crise de diabetes em um leito da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O técnico em enfermagem F.C.C., de 47 anos,  foi preso em flagrante ainda no hospital. Além deste caso, outro crime  parecido, no Cruzeiro, é objeto de investigação da polícia.

 

De acordo com o delegado-chefe adjunto da 2ª DP, Waldek Cavalcante, o suspeito, funcionário do hospital Santa Helena, negou as acusações. Ele disse que só fez os procedimentos médicos necessários. Porém, há algumas contradições em seu depoimento: “Devido à riqueza de detalhes que foi apresentada à polícia, o suspeito foi detido e agora se espera o resultado do exame de corpo de delito”, explica.

 

Segundo o relato da vítima à polícia, o crime aconteceu após o momento do banho – dois funcionários ficam responsáveis pela higiene do paciente incapaz. O técnico teria retornado ao leito justificando o motivo de sua presença, pois aplicaria uma pomada para evitar feridas. Neste momento, o suspeito teria acariciado as partes íntimas da vítima.

 

Em estado de choque, a paciente tentou chamar alguém para relatar o ocorrido, mas ao tocar a campainha, o mesmo enfermeiro aparecia. “Ela só conseguiu ajuda quando uma copeira entrou e chamou uma equipe médica”, diz o delegado.

 

A vítima é uma paciente conhecida da equipe médica, inclusive já havia sido atendida pelo mesmo funcionário que a abusou. Segundo o delegado, o autor aproveitou da condição frágil da mulher. “O tratamento  foi muito além do que é orientado para um funcionário. Temos certeza que ela foi molestada”, assegura Waldek Cavalcante.

 

De acordo com o delegado, não há imagens ou testemunhas do crime. O suspeito tem antecedentes por porte de drogas e de armas, além de estelionato. Ele  será indiciado por estupro de vulnerável  e pode pegar uma pena de oito a 15 anos de reclusão.

Depois que o caso veio à tona, mais duas denúncias foram feitas na delegacia. Em entrevista à TV Globo, uma mulher relatou ter sido assediada pelo técnico. Ele teria tentado massageá-la com óleo.

 

Diante do caso, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren), Wellington Antônio da Silva, explica que se ficar provado que o suspeito é o autor do crime, ele pode ter a cassação do registro de tecnólogo.
O profissional, testemunhas e vítimas são ouvidas no processo ético. “Se não for confirmada a acusação, o processo é arquivado”, diz.

 

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