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Brasília

Polícia Federal já interrogou líder da máfia dos concursos

Arquivo Geral

28/03/2009 0h00

Após ficar 23 dias foragido, there o ex-servidor público Hélio Ortiz resolveu se entregar. Por volta das 12h de ontem, information pills acompanhado de advogados, ele compareceu à Superintendência da Polícia Federal, no Policial Sul, onde recebeu voz de prisão. Acusado de chefiar a máfia de concursos, cometer crimes ambientais e explorar jogos de azar, Ortiz era procurado desde o último dia 4, quando a 10ª Vara da Justiça Federal expediu mandado de prisão preventiva contra ele.


Ontem à tarde, Ortiz foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito. Em seguida, retornou à Superintendência da PF para prestar depoimento. Depois, foi levado à carceragem. O Jornal de Brasília tentou fazer contato, por telefone, com o advogado de Ortiz, Pedro Barreto, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.


As investigações sobre o envolvimento de Ortiz em fraudes em concursos começaram em 2005. Em fevereiro deste ano, dois homens foram presos acusados de tentar fraudar o concurso para o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Na ocasião, um professor de Matemática foi pego tentando fazer a prova objetiva no lugar de um comerciante de Taguatinga. Eles teriam falsificado o documento de identidade. O flagrante foi feito na Universidade Paulista (Unip), na 714 sul. A suspeita é que Ortiz tenha alguma ligação com esse professor.
Rinha de galo
No último dia 4, agentes da Polícia Federal realizaram uma busca na residência de Ortiz, ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e Territórios. Os policiais encontraram na casa, localizada na QE 15 do Guará II, diversos documentos. Entre eles, comprovantes de inscrição que apontam Ortiz como líder da máfia de concursos.


No início deste mês, a Polícia Federal também encontrou 200 galos de briga em uma chácara de Ortiz no Park Way. Os animais seriam vendidos por aproximadamente R$ 5 mil para países da América Latina como Bolívia, Venezuela e Peru. Junto com os galos, os agentes encontraram ainda medicamentos, biqueira e duas arenas de rinha.


O nome do ex-servidor do TJDFT não está ligado apenas a ações fraudulentas em concursos públicos. Ele também já foi indiciado por estelionato e falsificação de documentos públicos e sofreu processos administrativos no Tribunal de Justiça. Ortiz chegou a ser exonerado do TJ, mas foi reintegrado ao quadro de servidores do órgão em 1992. Somente no final de 2006, após ser descoberta sua participação na máfia de concursos, perdeu  o emprego em definitivo.


Ortiz era investigado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do DF. Foram abertos dez inquéritos sobre diferentes crimes contra ele. Entre as constatações da polícia é de que o estilo de vida de Ortiz e a casa onde ele mora eram incompatíveis com o salário que ele tinha no TJ em 2006, de R$ 4.738,72. Se condenado por todos os crimes, ele pode pegar até seis anos de prisão.


 

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