A polícia civil iniciou hoje (8), com a participação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social, a Operação Loki, que investiga tráfico de influências nas licitações em várias construtoras do Distrito Federal.
Ao todo, foram mais de quatro meses de investigação até que a polícia identificasse as empresas envolvidas no esquema de fraude. Aproximadamente 170 agentes de vários departamentos participaram da operação, cumprindo mandados de busca e apreensão desde as 6h, em 32 empresas suspeitas de fraudar licitações.
Segundo a investigação, essas empresas se aproveitavam da carta convite, modalidade para obras com valor inferior a 150 mil que exige menor burocracia e dá margem a fraudes. Acredita-se que essas empresas combinavam resultados de licitações entre elas e servidores públicos. Não existia concorrência no processo, dessa forma, as empresas intercalavam a execução das obras do Governo do Distrito Federal (GDF). O esquema teve início no fim de 2008.
Além do possível envolvimento de administradores das cidades em que as obras foram realizadas no esquema de fraude, a polícia também identificou uma série de irregularidades como apresentação de propostas idênticas, semelhanças de valores e objetos contratados, e outras falhas em contratos e processos de licitação.
Os agentes já coletaram contatos, documentos fiscais contábeis, computadores e arquivos eletrônicos, malotes e outras provas que possam ajudar nas investigações. A Polícia Cívil avaliou que esses contratos e processos licitatórios suspeitos somam um valor de 15 milhões de reais.