Nota de Esclarecimento
A Direção-Geral da PCDF vem a público repudir veementemente as declarações levianas e irresponsáveis do Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal, MAURO CESAR LIMA, veiculadas amplamente na mídia local e segundo as quais o remanejamento de policiais do Departamento de Atividades Especiais, no último mês de julho, teria motivação eminentemente política, porque estariam investigando as empresas de informática agora denunciadaspor envolvimento de licitações e práticas de corrupção.
A verbalização inconsequente de acusações lacônicas e antiéticas do Presidente do SINDEPO, que é lotado no gabinete da Secretaria de Governo do Distrito Federal, revela a personalidade mórbida, inconsequente e oportunista de quem não tem nenhum compromisso com a Instituição, ao tentar macular a honra e a dignidade de toda uma Corporação, escorado exclusivamente em pessoais e inconfessáveis interesses eleitoreiros, colocando em desprestígio a idoneidade moral não apenas dos policiais do DEPATE, que tiveram sua isenção colocada em xeque,mas de todos aqueles que ombreiam diuturnamente no combate à violência e à criminalidade na Capital federal e que jamais distinguem a cor do colarinho de quem está sendo investigado e que, por isso mesmo, tem se destacado como exemplos de conduta a ser seguido Brasil afora, nada deixando a desejar em relação a outras Instituições, nem mesmo para com a briosa e operante Polícia Federal, parceira de todas as horas no difícil mister de prover a segurança pública nesta cidade.
A bem da verdade, a Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública da PCDF realizou no primeiro semestre deste ano duas investigações que colheram provas e indícios na prática de fraude licitatória, envolvendo diversas empresas do ramo de informática e telecomunicações, que resultaram na instauração de inquéritos policiais, tendo sido realizadas uma série de diligências, inclusive de busca e apreensão de documentos e computadores (Operação Terabyte), objetivando a complesta elucidação dos fatos, com o acompanhamento permanente de representantes do Ministério Público do Distrito Federal, estando em fase de elaboração de relatótio final e o outro aguarda-se a baixa do judiciário para sua conclusão, já que a investigação foi exaurida.
A investigação sigilosa sobre lavagem de dinheiro, conduzida pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado, também foi acompanhada pelo Ministério Público do Distrito Federal, que desde junho último encontra-se com o inquérito policial instaurado, não tendo havido baixa dos autos para prosseguimento das investigações, a despeito das inúmeras diligências requeridas pela autoridade policial, consideradas indispensáveis à elucidação dos fatos.
Importa esclarecer, por fim, que as Polícias Civis, inclusive a do Distrito Federal, como Instituições Permanentes de Estado que são, não se sujeitam aos preceitos ideológicos que orientam as políticas de governo, daí a garantia constitucional de que sejam dirigidas exclusivamente por delegados de polícia de carreira.
Assim, os remanejamentos ocorridos no Departamento de Atividades Especiais se deram no contexto de uma movimentação de rotina na máquina administrativa da PCDF, sem quaisquer interferências externas e como diversos outros setores da Instituição, como Academia de Polícia Civil, Departamento de Administração Geral, Departamento de Polícia Especializada e Departamento de Polícia Circunscricional, não tendo havido solução de continuidade nas investigações conduzidas pelas diversas unidades policiais, nem mesmo na DECO e na DECAP, que continuam fazendo por merecer, pela seriedade de seu trabalho, a confiança de todos os segmentos da Polícia Civil do Distrito Federal.
Não será um oportunista que se apresenta como pré-candidato nas próximas eleições, sem conhecimento de causa e alheio por completo sobre o funcionamento da Corporação, que irá denegrir a virtuosa imagem da Polícia Civil do Distrito Federal, que foi construída a dura penas, com o suor e o sangue derramado de muitos que tombaram no cumprimento do dever, defendendo os ideais de uma sociedade mais justa e assentada nos princípios que norteiam o Estado Democrático de Direito.