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Brasília

Polícia Civil desarticula quadrilha especializada em roubos de veículos

Arquivo Geral

26/11/2014 7h45

Dez pessoas suspeitas de integrar  quadrilha especializada na prática de roubo, furto e desmanche de veículos no Distrito Federal e Região Metropolitana foram presas. Segundo a polícia,  os criminosos obtinham os automóveis, os escondiam e os levavam em comboio, durante a madrugada,  a  Paracatu (MG), a 234 km do DF. Ali,  eram repassados para lojas, oficinas e ferros velhos. “Encontramos  uma quantidade  de peças  que ultrapassa centenas de veículos”, frisa o delegado-chefe da Delegacia de Roubo e Furtos de Veículos (DRFV), Marco Aurélio Vergílio de Souza.

Durante oito meses, a Operação 020  cruzou dados de ocorrências até    identificar a forma de atuação do grupo. A Justiça expediu 12 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em Valparaíso  (GO), Luziânia (GO), Novo Gama (GO) e Paracatu (MG). Dos 12 envolvidos,  dois estão foragidos. Menores também foram apreendidos.

Atuação

Os criminosos atuavam de dois modos distintos: roubo e furto. Recentemente a preferência era pelo segundo, aproveitando a distração das vítimas.  “No primeiro momento, eles  agiam praticando roubo com restrição de liberdade  (sequestro relâmpago), sempre  armados. Eles procuravam veículos de luxo, geralmente caminhonetes, e deixavam as vítimas abandonadas próximo à BR-020. Depois de um tempo,    começaram a se especializar na prática de furtos”, diz o delegado.

Segundo Souza, “eles visavam vítimas que estavam com a chaves expostas, geralmente junto ao corpo, penduradas no passador das calças, junto a bolsas ou deixando expostas em mesas de bares”.

Furto da chave com apenas um esbarrão

Após furtar as chaves dos veículos, um dos criminosos monitorava a vítima e   outro comparsa levava o carro para o esconderijo do grupo. Em seguida, o veículo seria desmanchado e  as peças, revendidas em lojas de Paracatu (MG). 

“Os integrantes provocavam algum esbarrão,  a ponto de a vítima não perceber essa abordagem e ser furtada. A falta do veículo só era percebida após cerca de 20 minutos. Quando a vítima se dava conta de que o carro havia sido subtraído, e   não que havia perdido as chaves, ela fazia a ocorrência. Os criminosos  viram que dessa forma obtinham resultados,  e não precisavam fazer abordagem com violência,  nem se expor”, detalha o delegado Marco Aurélio Vergílio.

As peças dos automóveis   eram vendidas separadamente, aumentando o lucro. “Os carros roubados ou furtados eram vendidos a um preço muito abaixo do mercado,  de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil, dependendo do modelo. O desmanche e a venda das peças separadas faziam com que os criminosos lucrassem até dez vezes mais”, completa.

 

 

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