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Brasília

Polícia Civil dá continuidade à apuração de irregularidades na Secretaria de Saúde

Arquivo Geral

07/07/2010 10h26

A Polícia Civil ainda analisa o esquema de propina que funcionava para que empresas fossem liberadas do pagamento das multas. Cerca de 400 processos de multas que a Secretaria de Saúde teria emitido a fornecedores estão sendo apurados. Ao todo, três pessoas já foram presas, mas, de acordo com as investigações, esse número pode aumentar com a prisão do representante da empresa Hospfar, principal alvo das investigações, Fábio Guanieri de Oliveira.

 

 

Dois servidores do órgão público, a assistente do Fundo de Saúde, Lindalva Neto Ribeiro, e o chefe do Núcleo de Liquidação, Erik de Brito Farias, admitiram que recebiam dinheiro da Hospfar, a maior fornecedora de medicamentos, para fazer vista grossa às multas quanto ao atraso na entrega dos produtos.

 

 

O esquema foi denunciado pela  servidora comissionada da secretaria, Maria de Cássia Batista, presa há duas semanas, após revelar que falsificava assinaturas de um ex-diretor da Administração Geral. O representante da empresa de medicamentos, Fábio Guanieri de Oliveira, foi indicado como mediador dos pagamentos. Ele ainda não foi preso e deve se entregar nesta quarta-feira (7). Em nota à imprensa, nega qualquer envolvimento no esquema. 

 

 

Segundo a auditoria da Controladoria Geral da União, a Hospfar teria deixado de pagar mais de R$ 373 mil em multas. No total, a secretaria teria facilitado cerca de R$ 870 mil em multas a fornecedoras de remédios.

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