Menu
Brasília

Polícia Civil realiza a maior apreensão de anabolizantes do Distrito Federal

Arquivo Geral

26/01/2017 16h21

Divulgação/PCDF

Policiais da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIM) desarticularam o comércio de produtos anabolizantes na Feira dos Importados, no SIA, durante a Operação Hércules, desencadeada ontem (25). Na operação, três pessoas foram presas.

De acordo com a corporação, esta foi a maior apreensão já realizada: 1146 produtos, entre anabolizantes injetáveis ou em comprimidos e suplementos alimentares, cuja comercialização é proibida no Brasil, além de outras substâncias que somente podem ser vendidas com receita médica ou que não possuem registro na Anvisa.

Os produtos foram localizados em uma banca e em dois depósitos da feira. Segundo apurado pela delegacia, na banca só havia produtos de venda permitida no Brasil, mas quando algum cliente solicitava produtos proibidos os vendedores buscavam nos depósitos clandestinos, localizados em bloco separado na própria feira, para despistar qualquer ação policial.

Um dos presos, Ronaldo Sousa Araújo, dono da banca, conhecido como Roni, de 25 anos, também estava falsificando anabolizantes injetáveis e em comprimidos. Foi apreendida grande quantidade de rótulos de anabolizantes e frascos vazios, nos quais Roni inseria óleo mineral ou de girassol, dependendo da cor do produto, enganando os consumidores que, de forma ilegal, adquiriam seus produtos. Ele também colocava comprimidos de zinco para falsificar outros anabolizantes administrados por via oral.

Ainda seguindo a Polícia Civil, as pessoas compravam anabolizantes falsos pelo preço de produtos originais, contrabandeados do Paraguai.

Também foram localizadas seringas, já utilizadas, em um dos depósitos, entre outras provas que indicavam o comércio ilegal de produtos anabolizantes originais e falsos, ambos ilegais, além de suplementos e medicamentos de venda proibida pela Vigilância Sanitária.

Ronaldo foi autuado em flagrante por crime contra a saúde pública, pela falsificação de produtos medicinais e venda de produtos sem registro. Ele foi recolhido ao cárcere do DPE. Os dois funcionários da banca também foram autuados, na modalidade culposa, pois não sabiam que vendiam produtos ilegais. A pena nesses casos é de detenção de 1 a 3 anos e multa. Eles pagaram fiança e responderão pelo crime em liberdade.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado