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Brasília

Polícia Civil busca pistas do autor do site que vendia atestados médicos

Arquivo Geral

18/10/2012 7h26

Isa Stacciarini   
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

A Polícia Civil deu início ao inquérito policial que vai investigar e autuar possíveis responsáveis que oferecem a venda  de atestados médicos da rede pública de saúde a R$ 20, por meio da internet. Após tomar conhecimento da denúncia feita pelo Jornal de Brasília, a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) registrou a ocorrência do fato e começou as investigações para identificar os autores do crime, inclusive para tentar descobrir se há algum servidor do Governo do Distrito Federal (GDF) envolvido no esquema.

O perfil “Atestados Brasília” no Facebook foi removido da rede social, assim como o site supostamente mantido pelo mesmo usuário – www.atestadosdf.vai.la –  foi retirado do ar. Contudo, um grupo fechado intitulado “Atestados Médicos DF”, que ostenta o mesmo banner do perfil removido, permanecia ativo até o fechamento desta edição. Vinte e nove pessoas compõem o grupo.

POSSIBILIDADES
A delegada da Corf, Cláudia Alcântara, ressalta que a investigação demandará um longo processo, uma vez que as identificações dependem de mão de obra especializada e também dos provedores da internet para que se obtenha as informações necessárias. No entanto, segundo Cláudia, a definição da modalidade do crime – como falsidade ideológica – poderá ser apontada em um prazo de até 30 dias.

A delegada ressalta que se for comprovado o envolvimento de algum médico ou outro profissional da saúde, os responsáveis responderão conforme o que estabelecem as regras da categoria – o que pode levar à cassação do exercício profissional. Por outro lado, se ficar comprovada a participação de alguma pessoa que esteja subtraindo e inferindo dados de receituário médico da rede pública ou privada de saúde, a autuação dos envolvidos será por falsidade ideológica. “Há também de ser verificada a possibilidade de um golpe, como o estelionato”, pontua.

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