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Brasília

Polícia Civil analisa arma encontrada com suspeitos de morte de policial federal

Arquivo Geral

11/08/2012 10h11

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

O laudo da perícia  no revólver calibre 38 encontrado com os dois homens presos como suspeitos de envolvimento na morte do agente da Polícia Federal (PF) Wilton Tapajós Macedo, de 45 anos, é a principal linha de investigação da Polícia Civil para confirmar a participação da dupla no assassinato.  O  resultado do exame será concluído pelo Instituto de Criminalística (IC). A prisão foi revelada com exclusividade pelo Jornal de Brasília, na edição de ontem. 

 

 A arma tem calibre semelhante ao revólver usado pelos autores da morte do policial. A polícia, porém, contaria ainda com outro trunfo: escutas telefônicas que ligariam os suspeitos ao crime.  Conhecido por colegas da corporação com Tapajós, o agente foi assassinado com dois tiros, um na têmpora e outro na cabeça, disparados a curta distância. O crime ocorreu por volta das 15h do dia 17 do mês passado. 

 

  O policial visitava o túmulo dos pais,  no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, quando foi surpreendido pelos criminosos.  Mesmo armado com uma pistola Glock nove milímetros, ele sequer teve tempo de reação.  A arma e a carteira com dinheiro, cartões de crédito e documentos pessoais não foram roubados. Os criminosos levaram apenas o carro da vítima, um Gol, ainda não localizado.

 

O fato de não terem levado a pistola chamou  a atenção das polícias Civil e Federal desde o início da investigação. Os policiais  suspeitavam que  só uma pessoa próxima ou um informante poderia saber que Tapajós estava no cemitério naquele horário.

 

Os homens presos em Valparaíso, Região Metropolitana do Distrito Federal, e confinados em uma cela    no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade, estão envolvidos em um outro homicídio. 

 

Os suspeitos teriam ligação familiar próxima ao policial. Uma das vertentes trabalhadas pela investigação é de que a morte  tenha sido motivada por  interesses em bens, mais especificamente uma casa e um carro. A Polícia Civil  disse em nota que não iria se pronunciar sobre especulações. “Estamos checando algumas informações e a divulgação pode prejudicar”, disse uma fonte policial.

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