Foi preso na manhã desta quarta-feira (22) um homem que fornecia cigarros contrabandeados para Planaltina e Sobradinho. Alzemir da Conceição Caldas, de 49 anos, foi preso em flagrante no comércio Mestre D’Armas, em Planaltina. A comerciante Berenice Moreira dos Reis, de 62 anos, também foi abordada, mas pagou fiança no valor de R$300,00 e foi liberada.

Segundo informações do delegado-chefe Luiz Henrique Dourado Sampaio, da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Propriedade Imaterial(DCPIM), foram apreendidos 140 caixas do produto, aproximadamente 70 mil carteiras de cigarro. Os policiais fizeram monitoramento de duas semanas para apreensão. Alzemir, morador de Planaltina, trabalha há dois anos com venda de cigarros e tinha estratégias da venda do produto, o que dificultava a ação dos policiais. O esquema utilizado era a venda de cigarros legais juntamente com a venda dos ilegais, o que deixava parecer que Alzemir era um vendedor comum. A marca de cigarros Euro, do Paraguai, era comprada a R$1,50 e vendida a R$3,00. O produto contrabandeado é de baixa qualidade e não possui autorização da Anvisa.
Os policiais apreenderam três caixas no comércio em Planalina, dez caixas em sua residência, e aproximadamente 125 caixas em um depósito. Não há informações das outras unidades do produto. O material será encaminhado para a Receita Federal, onde será destruído. Se condenado, Alzemir pegará de um a quatro anos de prisão ou fiança no valor de R$30.000,00. Ele também pagará multa no valor de R$ 2,50 por cada maço de cigarro. Se pagar fiança, responderá o processo em liberdade.
Sucesso na operação
Dados fornecidos pelo delegado mostram que os resultados da operação foram satisfatórios. No ano passado, ao todo, foram realizadas em média 15 operações e apreendidos 850 mil maços de cigarros ilegais. A busca pelo produto continua sendo um fator preocupante. Com a fronteira extensa entre Brasil e Paraguai, há dificuldade na apreensão de todos os produtos. O delegado afirma que as fronteiras precisam de mais fiscalização, pois a demanda por esses produtos sempre existirá. Ele também diz que a polícia do DF está preparada para deter este tipo de esquema.