Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
As investigações sobre a suposta sabotagem no metrô do Distrito Federal levaram a Polícia Civil a uma lista com aproximadamente 40 suspeitos. A partir de imagens de uma câmera, os investigadores conseguiram levantar as entradas e saídas de pessoas nas instalações da Estação Central do Plano Piloto. Nos próximos dias, os policiais esperam colher depoimentos e o resultado da perícia técnica para concluir o caso.
Apesar de o fato ter ocorrido no Plano Piloto, as investigações estão sob a tutela da 23ª Delegacia Polícia (Ceilândia – Setor P Sul), local aonde a ocorrência foi registrada pelo Metrô. Segundo o delegado titular, Yuri Fernandes, a pane no sistema teria ocorrido propositalmente com a conexão de um cabo na rede do metrô, em uma sala de descanso de funcionários. Da forma como foi conectado, o cabo gerou uma sobrecarga de informações que culminou na pane no sistema de acompanhamento dos trens de passageiros.
Para o delegado, a tese de sabotagem ganha força pelo fato de haver indícios concretos de que a troca teria ocorrido duas vezes na última sexta-feira, conforme depoimentos de técnicos do Metrô. “A partir do momento que o sistema sobrecarrega, obriga os pilotos a parar para não navegar no escuro e você tem isso feito em data e hora programada com uma intervenção humana. Isso é boicote, isso é sabotagem”, enfatizou.
De acordo com Fernandes, a investigação aponta que pelo menos duas pessoas teriam participado do episódio. A investigação teve início após o Metrô sofrer uma série de problemas técnicos na última semana, enquanto os servidores travam uma negociação salarial com a direção do órgão. Na noite de domingo, a categoria decidiu não entrar em greve.
Leia mais na edição impressa desta terça-feira (14) do Jornal de Brasília.