A Polícia Federal espera que o resultado da perícia nos documentos apreendidos no último dia 27, durante a Operação Caixa de Pandora, aponte que os acusados agiam como uma espécie de organização criminosa, com hierarquia de comando.
Operadores e uso de técnica gerencial no desvio de dinheiro público, que marcou o escândalo como um dos maiores desde a investigação que revelou o esquema conhecido como Mensalão, conduzido pelo empresário Marcos Valério.
A perícia constatou também que são autênticos os vídeos entregues pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, pivô do esquema e informante da polícia mediante acordo de delação premiada. Durante a operação, 20 mandados de busca e apreensão foram autorizados. A PF buscou documentos nos gabinetes do presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente, e dos deputados distritais Eurides Brito e Rogério Ulysses. Havia também um mandato em nome de Pedro do Ovo, deputado licenciado. No GDF, foram apreendidos documentos nos gabinetes do secretário de Educação, José Luiz Valente, do chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, e do chefe de gabinete, Fábio Simão.
Há informações de que, ao todo, a operação da PF investigou mais de 200 pessoas. Também são alvo da PF as empresas Conbral, Linknet, Adler, Vertax e Infoeducacional. Houve busca e apreensão também na casa do conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Lamoglia. Uma série de escutas ambientais foi usada com autorização judicial para comprovar o esquema de pagamento de mesadas a políticos que, em tese, participariam do esquema fraudulento de desvios de recursos públicos.