Polícia Civil abriu investigação para apurar a denúncia de que coletes à prova de balas estariam caindo nas mãos de criminosos. Os equipamentos de proteção, após vencido o prazo de validade, de cinco anos, teriam sido vendidos em um leilão público da própria Polícia Civil, realizado em 12 de dezembro último, na cidade do Guará. O caso, que fere uma normatização estipulada pelo Ministério do Exército, foi repassado para o Departamento de Atividades Especiais (Depate) pela direção-geral do órgão.
De acordo com uma denúncia recebida pelo Jornal de Brasília, ao menos 250 coletes já estariam nas ruas. Oito deles teriam sido apreendidos duas semanas após o leilão, com um homem, em Ceilândia. O suspeito estaria comercializando os equipamentos de proteção sem a devida autorização. Ainda segundo a denúncia, durante o leilão de veículos apreendidos em operações de combate ao tráfico de drogas, um lote de quatro coletes teria sido apregoado pelo irrisório valor de R$ 100.
O catálogo de bens que fizeram parte do leilão e deveriam estar à disposição na internet foi retirado do ar. No entanto, por meio de um site de buscas na web é possível ver que o lote 327 relacionava quatro coletes à prova de bala pelo valor de R$ 100. A reportagem do Jornal de Brasília esteve no local onde foi realizado o evento e tentou ter acesso ao processo do leilão, que deveria ser de domínio público. Mas o documento não foi entregue pelos organizadores.
Segundo uma leiloeira que conduziu os pregões, nenhum lote de coletes à prova de balas foi exposto aos lances. “Pelo que me lembro, esse leilão contou apenas com 31 veículos apreendidos em operações envolvendo o combate ao tráfico de drogas”, afirmou, lembrando que o local onde foi realizado o leilão conta com um pool de leiloeiros.
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