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Brasília

PMDF aplica recursos da União, mas sobrou dinheiro do GDF em 2009

Arquivo Geral

28/08/2010 15h33

 

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Aproximadamente 95% dos recursos recebidos pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) saem dos cofres da União. No ano passado, a quantia repassada foi de mais de R$ 62,4 milhões, montante este investido em 12 quartéis da corporação. Isso é o que explica o coronel Barcelos, chefe do Departamento de Logística e Finanças da PMDF. Segundo ele, em 2009, apenas uma pequena parcela do dinheiro autorizado pelo GDF foi realmente executada pela entidade. “Não é fácil gastar o dinheiro público. O percurso para execução é burocrático e longo demais”, explica.

 

 

“Primeiro, tem que distinguir o que é execução orçamentária do que é execução financeira, não é porque você tem o orçamento que você vai ter o dinheiro. A PMDF, como a Polícia Civil, tem dois orçamentos, um local e outro federal. Prioritariamente somos mantidos pelos recursos federais. Outra coisa que deve ser deixada clara é que não se libera recurso no primeiro dia do ano, mas sim aos poucos”, explica Barcelos. “O que não pode passar é dizer que a PM não investiu nada ou pouco no ano passado. Custeio é manutenção para sobrevivência, já investimento é coisa que é duradoura e isso nós fizemos”, afirma.

 

 

 

Na edição de quinta-feira, o  Jornal de Brasília mostrou as contas e aplicação de recursos por parte dos órgãos que integram a segurança pública do DF, em 2009. Para o reequipamento e reaparelhamento da Polícia Militar, o governo do DF chegou a autorizar R$ 8.341.228. Acontece que, desse total, apenas R$ 609.773 foram empenhados e R$ 208.373 efetivamente liquidados. Os dados são do Relatório Anual de Atividades do próprio GDF, confeccionado pela Secretaria de Fazenda e Planejamento. 

 

 

 

O chefe do Departamento de Logística e Finanças da PMDF, coronel Barcelos, afirma que a corporação não precisou usar o dinheiro do governo local no ano passado. “O que não foi gasto foi transferido para este ano por meio de um instrumento chamado superavit financeiro. Esse dinheiro não volta para o caixa do governo”, informa. 

 

 

 

Leia mais na edição deste sábado (28) do Jornal de Brasília.

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