Da Redação
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A Polícia Militar pretende ampliar a utilização do taser, arma não-letal que dispara dardos que emitem ondas eletromagnéticas por até cinco segundos. O alcance é de até dez metros. Ao atingir uma pessoa, os dardos interrompem os sinais que o cérebro emite para o corpo, levando à contração de músculos e impossibilitando a reação.
A ideia é que policiais militares envolvidos na atividade de policiamento ordinário também possam utilizar o equipamento, hoje restrito a algumas unidades de elite, como a Rotam, o Bope e Batalhão de Choque. Para isso, a PM abriu novos treinamentos para a tropa.
Segundo o coronel Leonardo Sant’anna, comandante da Rotam, a PM dispõe hoje de 383 equipamentos, mas deve receber nos próximos dias cerca de 200 unidades que foram adquiridas pelo Detran e, devido à polêmica sobre a utilização em blitzen de trânsito, serão repassadas aos militares. Sant’anna destaca que o taser é utilizado pela PM desde o final do ano passado e, até agora, não há registros sobre problemas e mau uso do equipamento.
“Nossos equipamentos vêm com câmera, que registram todo o procedimento policial. E não há como editar as imagens. Por isso, não há excessos e nosso pessoal é muito treinado”, justifica. O coronel garante que a utilização do equipamento está fundamentada em recomendações do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A aquisição do equipamento se baseou, entre outros argumentos, no fato de já estarem em operação 11 mil pistolas em órgãos de segurança do País, e faz parte de um programa de substituição de armas letais por não letais, também baseado no que acontece em outros países.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta que apenas pouco mais da metade dos estudos científicos sobre armas de eletrochoque aponta que o equipamento é seguro. Existem modelos de tasers capazes de causar choques de 50 mil a um milhão de volts. Porém, as descargas dos equipamentos utilizados pelas polícias usam uma intensidade de, no máximo, 3 miliamperes, suficientes para paralisarem a vítima, mas não para matá-la.