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Brasília

PM é morto ao atender ocorrência da Lei Maria da Penha

Arquivo Geral

15/03/2015 17h00

Uma denúncia de violência doméstica desencadeou a morte de um policial militar no Itapoã. O agressor também acabou morto e a esposa ficou ferida. A perda de um colega causou comoção na Polícia Militar. O crime aconteceu na Quadra 312 do Condomínio Del Lago.

O que parecia uma situação corriqueira em que a polícia seria chamada para resolver um problema familiar virou tragédia. Na noite de anteontem, o Grupo Tático Operacional (GTOP) do 20º Batalhão da PM foi acionado para uma ocorrência. O agressor recebeu os policiais à bala e acertou o sargento Reinaldo Francisco Vieira, 40 anos. O disparo teria passado pela lateral do colete à prova de balas e atingido o coração de Reinaldo. No meio do fogo cruzado, a mulher, supostamente vítima de violência doméstica, teve o braço perfurado por uma bala.

Após a troca de balas, o policial e a esposa do agressor foram levados ao Hospital Regional do Paranoá. O sargento não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento. Segundo a PM, a mulher estaria sem risco de morte. Ainda não se sabe qual teria sido o autor do disparo que atingiu a mulher.

Medo

Os relatos do que aconteceu na noite de sábado contam com poucos detalhes da tragédia. Vizinhos se mostraram acuados e relataram apenas ter ouvido os disparos.

Trajetória de dedicação

Durante o dia de ontem, as viaturas da Polícia Militar que patrulhavam a cidade do Itapoã traziam faixas pretas em sinal de luto pela morte sargento. 

Reinaldo Francisco Vieira tinha 15 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Distrito Federal. De acordo com colegas do 20º Batalhão, o sargento acumulava uma longa lista de elogios em seus registros e era instrutor de direção defensiva. O policial era casado e pai de dois filhos.

Em nota assinada pelo governador Rodrigo Rollemberg, foi prestada uma homenagem a Reinado. Rollemberg declarou estar “consternado”, assim como todo o governo. 

“O sargento Reinaldo Francisco e equipe atenderam a um caso de violência contra a mulher, mas a rápida ação evitou aquele crime. Infelizmente, o preço foi a vida do sargento”, lamentou. 

Corporação em luto com perda de profissional

A Polícia Militar afirmou se solidarizar com a perda e prometeu prestar toda a assistência necessária à família da vítima.

Em um texto disseminado nas redes sociais, a policial Alane Moraes expressou a dor pela perda do colega. Ela citou as dificuldades da rotina de policiamento e exaltou as qualidades do sargento Reinaldo Francisco Vieira. “Ele era um bom homem, um dos melhores, e seu assassino já tinha matado três e estava livre”, disse.

“Não é fácil voltar para casa, sem seu parceiro, sem seu maior exemplo, com seu maior amigo morto pelo inimigo sem a menor defesa. Respeitem a minha dor porque um ontem eu perdi um amigo na guerra das ruas do DF”, dizia outro trecho. As passagens pela polícia as quais o texto se referia não foram confirmadas pelo Centro de Comunicação da PMDF.

Velório

O corpo do sargento passou o dia de ontem no Instituto Médico Legal (IML), para a autópsia. O sargento será velado hoje, às 13h no Templo Ecumênico número 2 do Campo da Esperança, com enterro previsto para 16h. Os policiais se mobilizaram  para usarem em branco durante o funeral, para pedir paz.

Saiba mais

Apenas em janeiro deste ano, pelo menos três servidores da Secretaria de Segurança foram mortos. 

Diferentemente do caso do sargento, que atendia a uma ocorrência policial, em todos os casos, as vítimas estavam armadas e teriam tentado impedir a ação dos assaltantes.

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