Ana Paula Freire
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A Polícia Militar do Distrito Federal apresentou na tarde de hoje os resultados obtidos com a utilização dos novos equipamentos de filmagem para ocorrências. Segundo a PM, o equipamento serve para proteger o policial, uma vez que com as gravações, o profissional terá uma prova para garantir a legitimidade do trabalho.
O tenente coronel Santana, da Rotam, afirmou que o departamento testou o equipamento em 28 de novembro, do ano passado, até 14 de janeiro deste ano. Os resultados dos testes foram satisfatórios, já que a nova tecnologia permite uma maior segurança ao policial enquanto estiver trabalhando. “Existem outras tecnologias assim como existem outros materiais, porém infelizmente não conseguimos encontrar nenhum que além de gravar, permitisse o armazenamento da imagem, que pudesse tirar fragmentos das imagens como, por exemplo, figuras de rosto, tatuagens de agressões especiais e pontuar exatamente aonde as imagens foram coletadas”, afirma o Coronel.
Além da PM, o Batalhão de Transito do Distrito Federal também testou o aparelho. De acordo com o Comandante do Batalhão de Trânsito, tenente coronel Anderson, o novo equipamento foi testado pelo departamento durante sete dias e mais de 800 veículos foram abordados.
Após esse período foi notada uma mudança no habito da população. Com o novo equipamento, os motoristas passaram a colaborar mais com o trabalho dos agentes. “Nós vimos que houve uma mudança de comportamento nas pessoas que são abordadas quando elas tomam conhecimento que aquela abordagem está sendo filmada. Eles ficam mais solícitos, mais educados, facilita o trabalho”, conclui o comandante Anderson.
O equipamento conhecido por Axon Flex é produzido pela empresa norte-americana Taser e tem o mesmo nível de nitidez do olho humano. A nova tecnologia retrata o ponto vista do policial e os vídeos gravados não podem ser alterados por programas de edição.
O policial quando está com o equipamento, recebe um sinal sonoro para saber se já esta gravando ou não. Além disso, tecnologia permite ainda gravar até 13 horas em vídeo, dependendo da qualidade da imagem e permite ao policial um campo de visão de um ângulo de 75 graus. O equipamento pesa quinze gramas e possui 15 formas diferentes de posicionamento no corpo.
A bateria tem duração de 12 horas continuas e demora três horas para carregar. O equipamento é resistente a chuva e baixas condições de visibilidade. A câmera tem a capacidade de filmar 30 segundos de armazenamento prévio no sistema de buffering. Um centro de dados está sendo montada em São Paulo para que os arquivos gravados sejam mantidos no Brasil.
O novo equipamento tem o custo de US$ 1 mil dólares por equipamento (aproximadamente R$ 2 mil) e tem a garantia de um ano. A venda funcionará no esquema de pregão internacional e caso não apareça concorrente a compra será concluída. A Polícia Militar tem a intenção de disponibilizar o novo equipamento para todos os seus departamentos.