A transformação de vidas e realidades é o objetivo principal do Plano DF Sem Miséria, que ganhará quatro programas. O decreto para a regulamentação da Lei 4.737 foi assinado pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Hoje, são atendidas 99 mil famílias e a expectativa é beneficiar mais 4,7 mil pessoas que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza.
O DF Sem Miséria atua em três eixos: distribuição de renda, acesso a serviços públicos e inclusão social. Cada cidadão deve receber, no mínimo, R$ 70 por mês.
Desigualdades
A secretária-adjunta do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS), Valéria Gonelli, diz que essa é a forma mais eficiente de reduzir desigualdades. “Os programas de transferência de renda constroem oportunidades para incluir socialmente as pessoas que vivem na extrema pobreza. E o resultado é uma sociedade participativa”, explicou.
“Nem todos os estados mobilizam esforços para erradicar a pobreza. O DF disponibiliza recursos e desenvolve novos projetos para qualificar o cidadão e melhorar a qualidade de vida dessas famílias”, acrescentou Valéria Gonelli.
Pequeno exército
“Esses adolescentes terão condições de colocar em prática projetos de vida. Queremos incentivar o empreendedorismo, para que possam buscar oportunidades no mercado”, disse o secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel.
Estudante, Renner da Silva Lopes, 17 anos, beneficiou-se com programas de distribuição de renda ao descobrir sua vocação para o esporte. “O professor me chamou para corridas de rua, pelo ProJovem, e gostei. Com o dinheiro da bolsa (R$ 190), ajudei minha família”, contou.
Bolsas facilitam acesso a estudo
O Conexão Cidadã será voltado para a juventude das Unidades de Acolhimento, que sofre para ser reinserida na sociedade. Cada jovem receberá R$ 300, sendo que R$ 100 serão depositados em uma poupança. Já o Bolsa Alfabetização tem como público-alvo as 25 mil mães das famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família.
Vida difícil
Linidelly Rocha Mendes, 19 anos, tinha uma vida difícil na Candangolândia. Há três anos, descobriu no mural da escola uma chance de mudar seu futuro. Era o programa Jovens do Futuro, que pagaria R$ 200 para quem fosse a reuniões para discutir os conteúdos das aulas. “Sem acesso à bolsa não poderia me dedicar só aos estudos e nem descoberto minha vocação, que é ajudar as pessoas.