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Brasília

Piscina de ondas do Parque da Cidade pode virar foco do mosquito da dengue

Arquivo Geral

10/03/2015 19h59

Desativada desde 1997, a piscina de ondas do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, era atração turística de muitos brasilienses. O espaço, inaugurado em 1978, atualmente sofre com o descaso. Abandonado, o local acumula água da chuva. A situação é preocupante, pois há a possibilidade de se tornar foco do mosquito da dengue. Nesta terça-feira (10), a Administração do Parque retirou a água que estava na piscina.

Morador de Brasília há 57 anos, Chico Dornas frequentou a piscina de ondas por muitos anos. “A diversão no local era muito boa, as famílias levavam as crianças, era uma momento muito prazeroso. Naquele período era uma novidade”, lembra ele. Chico ainda frequenta o Parque da Cidade, mas acredita que o espaço pode passar por melhorias.

Para o especialista de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Rômulo Ribeiro, no final da década de 80 e o início da década de 90 a piscina era bastante frequentada, mas por falta de manutenção acabou sendo abandonada. Segundo ele, com a crise hídrica, não seria ideal reativar a piscina. “Temos exemplos fora do Brasil, que com a crise da água, lugares como a piscina de ondas viraram pistas skate”, sugestiona.

Prevenção

Neste período de chuva em Brasília, o Corpo de Bombeiros e a Administração do DF retiraram a água da piscina para combater a dengue. Segundo o subsecretário de Turismo do DF, Alexandro Ribeiro, o GDF continuará obeservando o local para que ele não se torne um criadouro do mosquito.  “Nosso foco é evitar que a população sofra com a doença. O local passará sempre por vistoria”, informou.

Ainda segundo o subsecretário, somente ações emergências estão sendo realizadas no momento. “Recolhimento de galhos caídos, poda de grama e limpeza de banheiros e a iluminação são algumas das principais preocupações” afirma.

Reparos

Para o especialista em Arquitetura e Urbanismo da UnB Rômulo Ribeiro  é essencial que parques urbanos tenham manutenção periódica. “Um grande problema que o Parque da Cidade tem, é a falta de iluminação e a falta de segurança”, ressalta.

O estudante Matheus Antunes, 22 anos, frequentador do local nos finais de semanas, acredita que os banheiros e iluminação do Parque são precárias. “Normalmente eu vou nos domingos e, perto da quadra, por exemplo, não tem banheiro e a iluminação é muito ruim”, aponta.

Segundo o  subsecretário Alexandre, a ideia é abrir um processo de licitação para realizar os ajustes que o Parque precisa. “Ainda não temos previsão, mas avaliaremos os problemas para resolver. Depois realizaremos um plano anual de ações, mas a ideia é fazer isso com segurança”, prevê.

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