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Brasília

Pirataria no radiotáxi

Arquivo Geral

13/07/2010 8h16

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Para certos taxistas, vale tudo na hora de pegar uma boa corrida. De ouvidos atentos, eles invadem as comunicações de rádio dos colegas de profissão em busca de passageiros. Pegando as informações dos clientes, eles chegam rapidamente ao local de embarque se fazendo passar pelos companheiros e “surrupiam” a corrida. Entre os taxistas, a controversa prática, que lembra a pirataria, é conhecida como laço do rádio. Segundo a Secretaria de Transportes, a prática é ilegal e sujeita a multa de R$ 225.

 

“Semana passada, tivemos dois problemas com isso. O taxista chegou no Aeroporto e ficou chamando o nome do passageiro por um tempão. Ele chamou a telefonista do radiotáxi para saber o que estava acontecendo. Ela ligou para o passageiro e o cliente disse que já estava no táxi. O taxista que pegou a corrida tinha chamado o cliente pelo nome e tinha todas as informações. A corrida era de boleto. Não tinha como outra pessoa saber dela sem ter ouvido o chamado do rádio. O outro caso foi igualzinho em um shopping”, denuncia o funcionário de uma empresa de radiotáxi, que pediu para não ser identificado.

 

A prática do laço pelo rádio é vista com preocupação pelas duas entidades que representam os taxistas no Distrito Federal: o Sindicato dos Taxistas do DF (Sintaxi-DF) e o Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetaxi). De acordo com Geocarlos de Araújo, presidente do Sintaxi, o problema afeta as corridas em toda a capital federal, mas se concentra no Aeroporto de Brasília. “A fiscalização deixa muito a desejar, porque a Secretaria de Transportes conta um quadro de fiscais bem reduzido”, afirma Geocarlos.

 

Segundo Sérgio Aureliano, presidente do Sinpetaxi, as próprias empresas de radiotáxi punem os funcionários se descobrem que eles estão laçando pelo rádio. “Elas mesmas tiram o camarada do ar (proíbem que circule pela cidade) por 24 horas, 48 horas e até 96 horas”, comenta Aureliano.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (13) do Jornal de Brasília.

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