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Brasília

Piolhos não são um problema que atinge só a criançada

Arquivo Geral

07/03/2014 15h43

Após as férias ou feriados prolongados, voltar à escola e reencontrar os amigos tem tudo para ser prazeroso. O problema é quando, junto com as aulas, os piolhos também resolvem aparecer, causando desconforto e provocando infestação da doença nas crianças. 

 Segundo a dermatologista infantil Izelda Costa, a incidência do parasita em crianças é maior, pois elas frequentam lugares de grande aglomeração, como escolas, creches e colônias de férias. Porém, de acordo com ela, isso não significa que os adultos não estão sujeitos à pediculose, doença causada pelo piolho. “Nos centros educacionais, o contato entre os alunos é bastante comum. Além disso, eles adoram dividir bonés, pentes, escovas e almofadas, o que facilita a infestação”, informa.

 De acordo com Izelda, o piolho, que muitas vezes parece ser um simples desconforto, pode se tornar um problema grave. “Se a doença não for tratada, a coceira insuportável na cabeça pode causar infecções secundárias, devido ao contato das unhas sujas com a pele. Além disso, vale lembrar que os piolhos são sugadores de sangue e que frequentam, inclusive, a região da nuca, orelhas e cílios”, alerta.

 Apostar na prevenção é a melhor saída, orienta Izelda. Segundo ela, cuidados simples na rotina das crianças são suficientes para evitar a proliferação dos piolhos. “O piolho não pula nem voa, o que facilita a prevenção. Mas são difíceis de ver, pois se movem rapidamente e fogem da luz. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas e ao dia a dia do seu filho”, completa a dermatologista. 

Infestação

 Para a autônoma Daniela Roquete, mãe de Bruno, 11 anos, e de Ana Raphaella, 4 anos, uma colônia de férias foi a responsável por trazer a doença para a família inteira. “Meu filho foi para um evento da escola com vários outros alunos e dormiu em um colchão velho do próprio acampamento que, provavelmente, estava contaminado. Quando voltou para casa, começou a sentir os sintomas. Foi quando eu o levei para raspar o cabelo e tudo parecia ter sido solucionado”, conta. 

“O problema é que a pediculose é uma doença muito rápida e o piolho passou para a minha filha”, conta Daniela. De acordo com ela, isso provocou uma mudança de comportamento na família inteira e a infestação foi absolutamente controlada.

Dicas

Para evitar a pediculose, mantenha os hábitos de higiene em dia. Além disso, troque toalhas, cobertores, lençóis e fronhas 

com frequência. As roupas das crianças também devem ser lavadas quase todos os dias e o uniforme não pode ser o mesmo do dia anterior, pois os alunos se sujam muito na escola. 

As salas de aula, quadras, banheiros, corredores, lanchonetes ou qualquer outro ambiente escolar precisa ser limpos várias vezes ao dia com produtos desinfetantes. Aspire poltronas, os bancos do carro e lave os brinquedos de uso diário.

Lave o cabelo das crianças todos os dias. No caso das meninas, inclusive, prenda os fios antes de ir para a escola ou antes de qualquer atividade com muitas outras crianças, como aniversários e festas. Os meninos devem manter os cabelos curtos. 

Não compartilhe escovas, pentes, prendedores de cabelo, bonés, tiaras, secadores de cabelo e fones de ouvido. Além disso, limpe com frequência todos os objetos com água quente.

O tratamento mais adequado precisa ser indicado por um médico. Por isso, ao desconfiar da doença, procure um dermatologista. Muitas crianças podem ser alérgicas aos medicamentos vendidos em farmácias ou a soluções caseiras. 

Após a retira dos piolhos, as lêndeas podem ser eliminadas passando o pente fino junto com uma solução de água e vinagre.

 “Agora, a Rapha só vai para a escola com o cabelo preso, tomo todos os cuidados possíveis em relação à rotina das crianças. Como o cabelo da minha filha estava pequeno na época, o tratamento foi bastante tranquilo, mas é sempre um incômodo para a família toda”, conclui a mãe do casal. 

 

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