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Brasília

Picadinho variado

Arquivo Geral

19/07/2016 7h09

Atualizada 18/07/2016 22h11

Finalmente descobriu-se o time do coração de Tite, treinador da seleção brasileira. Apesar de declarar-se “profissional” (como adoram fazer jogadores e treinadores), Tite é Botafogo. Só isso pode explicar o fato de, tendo vindo ao Rio de Janeiro, no sábado, para ver o clássico entre Botafogo e Flamengo, no estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, o treinador ter deixado o local antes do apito final do árbitro. Quem costuma fazer isso, ir embora quando um time está perdendo e parece não ter chances de reação, é a torcida da equipe que está sendo derrotada. Saindo mais cedo, Tite não viu que o alvinegro conseguiu o empate, jogando com muita raça e determinação. Tite é alvinegro. Carioca.

Da mesma forma que este colunista, quando a equipe feminina de vôlei do Brasil ganhou o Grand Prix, manteve os pés no chão, não avalio que a tunda sofrida diante da Sérvia, neste domingo, em Cracóvia, na Polônia, possa ser a demonstração de que nosso time masculino não está bem para os Jogos Olímpicos. Temos, e isso é dito a toda hora por Bernardinho, pelo menos umas seis seleções em condições de brigar pelo ouro no Rio, no torneio masculino. O Brasil é uma delas. A Sérvia, se viesse aos Jogos, também seria – mas eles estão fora, é bom não esquecer. Estados Unidos, Rússia, França e Itália fazem parte da lista. E o Brasil ganhou de todos eles. Estamos mal?

E Riascos, hein? Abriu o coração, falou o que sentia e… Perdeu o emprego. Quantas vezes já não vimos algo assim acontecer? Não tenho dúvida de que o colombiano está irritado. Teve de trocar o Rio de Janeiro por Belo Horizonte; era titular no Vasco, virou reserva no Cruzeiro; caminhava para ganhar um Brasileiro no time carioca (da Série B, mas Brasileiro), agora vai (ia) lutar para não cair… Mesmo assim, nada justifica a sua verborragia no fim do jogo contra o Fluminense, principalmente atacando de forma tão rasteira uma instituição como o Cruzeiro. Claro que a cartolagem, que precisa de fatos para desviar a atenção da galera da má campanha, deitou e rolou. Agora, Riascos virou o responsável pela lambança geral.

Um ponto ganho em 21 pontos disputados. Campanha digna, ou melhor, campanha pior do que a de qualquer time que brigue para não ser rebaixado. Em qualquer divisão. Mas esta é a campanha do Internacional. Nas últimas sete partidas que disputou, o Colorado ganhou apenas um ponto, deixando a liderança, que já ocupou, para o décimo lugar. Nem o América Mineiro, que apegou-se de tal forma à lanterna do Brasileiro que não quer mais largar, fez campanha tão ruim recentemente. Falcão, que assumiu o time na partida contra o Palmeiras, sabe que vai ter muito trabalho pela frente. Principalmente para melhorar a cabeça dos jogadores, que começam a achar que nada do que fazem vai dar certo.

Cheguei a pensar em abrir um tópico só para o tema, mas achei melhor manter o picadinho. Neymar, que ano passado para muitos poderia até ter beliscado o título de melhor do mundo, este ano começa mal a tentativa de consagrar-se internacionalmente. E olhem que nem estou falando do que Cristiano Ronaldo fez na recém-encerrada Eurocopa. A UEFA divulgou, ontem, a relação de jogadores que concorrerá ao título de melhor do continente, em eleição que terá seu resultado divulgado dia 25 de agosto, quando haverá o sorteio da Liga dos Campeões. Neymar está fora da relação. Constam dois colegas seus de Barcelona (Suarez e Messi), quatro do Real Madrid (Bale, Kroos, Pepe e Cristiano Ronaldo), dois do Bayern de Munique (Neuer e Thomas Muller), um do Atlético de Madrid (o francês Griezmann) e um da Juventus (Buffon). Como não se consegue pensar em alguém que atue na América do Sul, nos Estados Unidos, no México, na Ásia ou na África como candidato a melhor do ano (escolha sempre dominada por quem joga na Europa), parece que Neymar nem vai aparecer na lista este ano – a escolha se dá em janeiro.

Para fechar a coluna de hoje… Grêmio e Internacional derrotados (dentro e fora de casa); América Mineiro e Cruzeiro derrotados (dentro e fora de casa, falta o Atlético que jogou ontem à noite)… Tirando os clubes paulistas, que realmente fazem um Brasileiro acima da média (e olha que a média está bem baixa), vemos como está confusa a classificação do Gangorrão 2016. Palmeiras e Corinthians começam a abrir vantagem e, se continuar assim, daqui a pouco serão os únicos em condições de brigar pelo título. No fundo da classificação, o Coelho parece conformado. As outras três vagas vão reservar emoções até o final, quem sabe até com alguma surpresa – ruim para o envolvido, é claro.

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