A Polícia Federal está ouvindo dois suspeitos de envolvimento no assassinato do agente federal Wilton Tapajós, ocorrido no mês passado no cemitério Campo da Esperança. A PF informou ter pedido a quebra do sigilo telefônico do suspeito.
Neste momento, agentes policiais estão fazendo buscas na Região Metropolitana do DF para localizar o carro em que estava com o policial e foi levado pelo assassino e a arma usada no crime.
Wilton Tapajós Macedo trabalhava na Polícia Federal desde 1987 e estava no núcleo de inteligência que investigou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em 29 de fevereiro deste ano durante a operação Monte Carlo.
O agente foi assassinado com dois tiros na cabeça no dia 17 quando visitava o túmulo dos pais. Um homem se aproximou dele e efetuou os disparos. Segundo laudo preliminar de balística, ele levou dois tiros de revólver calibre 38: o primeiro, na nuca, à média distância, foi o tiro fatal; o segundo, na têmpora, à queima-roupa, foi o de confirmação. O assassino levou o carro que estava com o policial, um Gol branco que era do filho de Macedo. A arma que o policial portava – uma Glock 9 milímetros – e a carteira não foram roubadas.
Antes de ser assassinado, o agente teria sofrido ameaças e até registrado ocorrência na Corregedoria da Polícia Federal após ser perseguido por um carro na saída de um shopping de Brasília. Os investigadores trabalham com duas possibilidades: morte encomendada ou acerto de contas.