A Polícia Federal (PF) deve concluir, em meados de agosto, o inquérito que investiga a venda de R$ 12 bilhões de ativos podres do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Após a finalização, as figuras centrais envolvidas no esquema fraudulento devem ser indiciadas. Entre elas, o dono do Master, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
A conclusão do inquérito deve desvendar a origem dos títulos podres e os recursos utilizados no esquema. No entanto, a lista dos nomes dos envolvidos a ser enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise ainda não está finalizada. Tanto Vorcaro quanto Costa estão presos na Papudinha, em Brasília, e tentam fechar um acordo de delação premiada.
Há também a expectativa do andamento de uma outra etapa, que apura o possível envolvimento de autoridades locais do Distrito Federal nas fraudes. Devem ser alvos deputados distritais e o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Em relação a esses nomes, há a possibilidade de uma nova fase da Operação Compliance Zero nas próximas semanas que deve cumprir mandados de prisão e busca e apreensão de passaportes.
A finalização do inquérito também marca o fim das investigações iniciais envolvendo o esquema fraudulento em que o Banco Master atuava, incluindo o prejuízo causado pelo banco no Fundo Garantidor de Crédito, que ficou na casa de R$50 bilhões.
Segundo a investigação, na época em que o Master foi liquidado pelo Banco Central, a instituição tinha apenas R$4 milhões em caixa, mas acumulava obrigações financeiras que ultrapassavam os R$100 milhões.
Além da investigação das fraudes bancárias, a PF mantém as apurações contratação de influencers e jornalistas para atacar o Banco Central e desafetos de Vorcaro. Também está na mira da corporação a suspeita de pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa para facilitar a compra de carteiras de crédito falsas.