Mariana Laboissiére
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Pessoas cada vez mais novas estão optando pela cirurgia plástica. Uma pesquisa recém divulgada por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (USP) mostrou que quase dois terços das universitárias brasileiras (64,4%) não estão satisfeitas com seu corpo. Foram avaliadas mais de duas mil alunas – todas da área da saúde. Elas pertenciam a 37 instituições de ensino das cinco regiões do País. Além das entrevistadas que estavam acima do peso, metade do total com peso ideal também revelou querer ser mais magra. Na região Norte, foram apontados os mais baixos padrões ideais e de saúde, enquanto que na região Centro-Oeste, os maiores.
Padrão de beleza
A psicóloga Suely Sales Guimarães, pesquisadora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Brasília (UnB), acredita que esse alto índice de insatisfação com o corpo se explique partindo do princípio de que a sociedade adotou um padrão de beleza quase ditatorial. “Isso é típico entre pessoas novas, principalmente, porque elas têm a necessidade de ter uma estética corporal que atenda os anseios do outro, ou seja, elas buscam a aceitação do outro. Mas, o que acontece é que, especificamente na adolescência, o corpo está se definindo, transformando ainda, e elas estão em busca da sua identidade”, argumenta. Questionada sobre pessoas com compulsão por cirurgias plásticas, ela esclareceu: “O termo vício não é correto. Temos que estar atentos para o Transtorno do Corpo Dismórfico, que é uma condição patológica em que a pessoa nunca se dá por satisfeita e foca em um determinado aspecto ou parte do corpo”. De acordo com Suely, é importante que o cirurgião saiba diagnosticar e encaminhar o paciente para um profissional adequado.
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