O Jardim Zoológico de Brasília, em parceria com o Laboratório Santé, está avançando em pesquisas com células-tronco em animais silvestres no mundo. Ontem, foram retiradas células-tronco de um bisão europeu, o mais antigo animal da espécie no mundo, com 32 anos, e até hoje com maior sobrevida. Antes disso, uma lobo-guará foi tratada com a mesma técnica e teve uma recuperação surpreendente.
A veterinária do laboratório, Gláucia Mansur, explica que o material do bisão foi coletado para garantir que sejam feitos tratamentos e, em caso de extinção, possa ser realizada uma clonagem, quando isso for permitido. O material genético fará parte do Banco de Germoplasma de Animais Silvestres e Exóticos do Zoológico. Já existem no local células-tronco de macacos-prego, onças pintadas, tamanduás-bandeira, entre outros.
Conforme a veterinária, o zoológico não tem como política gerar indivíduos a partir de clonagem. “É para conservar alguma coisa deste indivíduo ou, quem sabe, criar daqui a alguns anos outro como ele”, conta o diretor do zoológico, Raul Gonzáles. O animal é carinhosamente chamado pelos funcionários de Babalú e foi doado em 1996 pelo Zoológico de São Paulo. Esta espécie não existe mais na natureza, apenas em cativeiros e reservas, como na Polônia.
Tratamento
Antes disso, pela primeira vez, o material genético foi utilizado no tratamento de uma lobo-guará que foi atropelada em setembro do ano passado por um caminhão.
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