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Brasília

Pesquisadora de Brasília é precursora da avaliação do Distress no país

Arquivo Geral

29/07/2011 21h12

O Centro de Câncer de Brasília – CETTRO é precursor nacional da implantação da Avaliação de Distress – sexto sinal vital a ser monitorado no paciente e padrão ouro em todo o mundo. Até a implementação pelo serviço, não havia evidência de que o protocolo proposto pela National Comprehensive Cancer Network (NCCN) fizesse parte da rotina de algum centro especializado ou hospital que assiste pacientes com câncer no Brasil.

 

 

Em 2007, a psicóloga do CETTRO Cristiane Decat, mestre e doutoranda pela UnB, traduziu e validou no Brasil o instrumento proposto pela NCCN, o Distress Thermometer. A especialista comandou estudo, com 100 sujeitos, com o objetivo de subsidiar ações de intervenção e prevenção, contribuindo para melhor fundamentar a adoção de medidas de avaliação de distress em oncologia.  

 

 

Em virtude dos bons resultados, o centro implantou, em sua rotina, a avaliação contínua do distress, feita ao longo de três etapas do protocolo de quimioterapia (início, meio e fim). Em 2008, discutiu os novos dados e concluiu que a redução significativa de distress ao longo do tratamento pode ser compreendida como um indicador de qualidade da assistência. Esse estudo recebeu o prêmio de Menção Honrosa no 18º Congresso Brasileiro de Cancerologia.

 

 

Em 2009, o CETTRO instituiu uma reunião bimestral entre o médico assistente e a psicóloga, para discutir o nível de distress de cada paciente e propor intervenções. Em um novo estudo comparou a incidência de 2007 com a de 2009, constatando redução da incidência de distress a partir da mudança de rotina.

 

 

No ano seguinte, com o objetivo de construir um instrumento padrão para acessar, comparar e predizer o distress em diferentes momentos do tratamento, realizou um estudo prospectivo, Curva Percentil do Distress, consolidado em apresentação oral no Congresso Internacional de Psico-Oncologia, realizado em Quebec, Canadá. Essa curva permite comparar um indivíduo específico com uma população já estudada, facilita a discussão multidisciplinar e favorece a rápida identificação e a antecipação de problemas clínicos.

 

 

Além de implantar, pela primeira vez a rotina diagnóstica de distress no País, seguindo as orientações da NCCN, o CETTRO implantou rotina de discussão interdisciplinar para propor estratégias de intervenção direcionada para à necessidade de cada paciente, ao longo do tratamento de câncer, cuidando de aspectos que vão além da abordagem medicamentoso. Até o momento, cerca de 500 pacientes se beneficiaram da rotina de avaliação do distress, com redução e eliminação de transtornos psicológicos e psiquiátricos.

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