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Brasília

Pesquisa mostra que brasileiros querem pagar mais por produtos ecológicos

Arquivo Geral

18/02/2013 10h20

Soraya Sobreira
soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Consumir produtos ecologicamente corretos, mesmo que se tenha de pagar mais por eles, é uma tendência de 74% dos consumidores brasileiros das principais regiões metropolitanas do País, entre elas o DF. Os dados são de um estudo coordenado pelo Ibope Media.

 

De acordo com o levantamento, desse total, somente 64% revelaram estar realmente dispostos a mudar seu estilo de vida para a nova realidade. O Ibope entrevistou 20.736 pessoas, o que representa, por amostragem, a opinião de cerca de 49% da população brasileira.

 

“Não existe uma casa ecológica, mas sim uma vida ecológica”. Essa é a filosofia de vida da agrônoma e produtora audiovisual Helena Maltez, 43 anos. Em sua casa, ela tem orgulho de mostrar o quintal com algumas de suas frutas prediletas, que ela mesma cultiva.

 

“Há uma série de atitudes que são extremamente prejudiciais para o planeta. Os animais, a vegetação e os seres humanos, todos devem ser poupados”, considera.

 

Conectados

Helena confessa  não se importar de desembolsar mais para ter um produto ecologicamente correto: “Eliminei da minha vida o isopor, pois ele traz consequências terríveis para o ambiente, e também fujo dos sacos plásticos. Nos supermercados prefiro usar as ecobags”.

 

O estudo destacou ainda que estes consumidores ambientalmente corretos estão mais conectados às novas mídias: 81% deles participam das redes sociais e influenciam outras pessoas. Até em seus filmes, a produtora audiovisual procura repassar a mensagem: “Também uso as redes sociais. Tenho blog onde meus textos sobre espiritualidade e sustentabilidade são divulgados”.

 

Outra opção de Helena é pela madeira certificada. “Acho que são medidas que deveriam ser óbvias para todos, assim os preços até diminuiriam”. 

 

Para a agrônoma, viver a filosofia do sustentável é também frear o consumismo. “Acho que a economia vem daí, pois a pessoa não se torna refém de cada ano ter que trocar seus eletrodomésticos, não há necessidade”, avaliou.

 

Leia mais na edição digital desta segunda-feira (18). Para acessar, clique: www.clicabrasilia.com.br/edicaodigital.

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