Da Redação,
com Agência UnB
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Os alunos da Universidade de Brasília (UnB) gostam de frequentar os respectivos centros acadêmicos (CAs), mas não estão satisfeitos com o ambiente físico deles. Esta realidade é mostrada por pesquisa realizada por três alunas como trabalho final da disciplina Psicologia Ambiental. A pesquisa entrevistou 40 estudantes e 52,7% deles mostraram sua insatisfação.
Este é o caso de Pedro Dias, calouro de Comunicação Social. Ele acha o Centro Acadêmico (CA) do curso sujo e bagunçado, mas isso não o impede de visitar o local pelo menos duas vezes por semana. O espaço é usado por Pedro para relaxar entre uma aula e outra, jogar sinuca e conversar com os amigos.
O que parece ser um paradoxo tem explicação. Segundo Thainá Tavares, Valéria Torres e Hevelyn Ferreira, as atividades que podem ser realizadas dentro dos centros são mais importantes do que o espaço físico. “Não são as características do CA que agradam. Os alunos gostam porque lá podem conversar, estar com os amigos ou jogar baralho ou sinuca”, explica Thainá.
Dos alunos ouvidos, 72,5% disseram que frequentam o CA, em média, três vezes por semana. No questionário, as pesquisadoras pediam que o aluno escrevesse cinco palavras que definissem o Centro Acadêmico. Elas, então, classificaram as respostas em acordo com cinco categorias: mal estar físico; bem-estar físico; adjetivação positiva; adjetivação negativa e neutralidade.
Mal-estar físico
A categoria mal-estar físico – que continha comentários como sujo, abafado e fedorento – foi a que recebeu o maior número de respostas. Em segundo lugar, com 21,8%, ficou a categoria neutralidade, onde foram incluídas palavras que não se encaixaram nas outras categorias, como festa, samba e sofá. A adjetivação positiva, com palavras como legal, massa e bacana, foi feita por 16,4%. Já a categoria bem estar físico, com palavras como amplo e aconchegante, recebeu apenas 5,5% das opiniões.
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