Fábio Magalhães
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Casar no civil ou fazer a cerimônia religiosa do matrimônio deixou de ser a principal opção de muitos brasileiros. Com as constantes mudanças sociais, a proporção de pessoas que vivem em união consensual aumentou consideravelmente, passando de 28,6% da população em 2000, para 36,4% em 2010. O Distrito Federal seguiu a tendência nacional e alcançou o patamar de 35,9% da população vivendo nesta modalidade de relacionamento.
Conforme o estudo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as uniões informais estão presentes com mais frequência nas classes de menor poder aquisitivo e representam 48,9% da parcela de pessoas que têm rendimentos de até um salário-mínimo e meio.
A supervisora de Divulgação de Informações do IBGE no DF, Sonia Maria Baena Maciel, explica que os percentuais captados nesta pesquisa, que tem por base o Censo Demográfico de 2010, revelam a mudança de mentalidade da população diante dos relacionamentos. Segundo Sônia, no período pesquisado, houve grande aceitação desta nova forma de estruturar as famílias brasileiras.
“A popularidade é tamanha que este tipo de união já se aproxima dos índices do casamento civil e religioso. Isso demonstra uma abertura da sociedade para novos relacionamentos e arranjos familiares”, diz.
Burocracia
Morando juntos há oito meses, o cabeleireiro Valdenir de Almeida, 32 anos, e a estudante Ana Carolina Brandão, 17, avaliam que o casamento é um imposição da sociedade para manter os costumes. Por isso, mesmo tendo pouco tempo de relacionamento, eles pensam em oficializar a união em cartório.
Valdenir relata que eles já tentaram este procedimento cinco vezes e não obtiveram êxito, por causa do excesso de burocracia. Segundo ele, isso desestimula a formalização da união. “Por mim, nem casaria mais. Já estamos juntos e somos felizes. O problema é que tem a questão religiosa, que exige a legalização da união”, comenta.