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Brasília

Pesquisa aponta principais razões que levam jovens a consumir bebidas alcoólicas

Arquivo Geral

21/03/2010 11h41

Ana Paula Leitão

De acordo com a pesquisa da Secretaria de Educação sobre alcoolismo na juventude publicada no livro Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas, a maioria dos jovens (27,1%) afirma consumir álcool por mera apreciação do sabor da bebida. A segunda razão mais alegada, por 23,5% dos entrevistados (de ambos os sexos), é para tornar os eventos sociais mais “interessantes”.

“A bebida é obrigatória nas boates e lugares que vou com meus amigos. Me sinto mais leve, extrovertido. Faço coisas que jamais me imaginaria capaz de fazer”, diz Gabriel*, 16 anos. O estudante acha normal beber em festas para ter mais coragem de interagir com as meninas. “Às vezes bate uma insegurança que acaba logo no segundo copo. Capricho nos drinks e fico amigo de todo mundo”, garante.

Michele*, 15 anos, diverte-se experimentando novas combinações. “Dependendo da bebida, a mistura fica mais gostosa. Adoro brincar com os diferentes sabores”, relata. Para ela, o resultado das experiências é mais divertido. “As coisas ficam muito mais legais, as pessoas ficam mais bonitas. Dá até mais vontade de dançar”, diz ela.

Os pais de Júlia*, 17, não sabem, mas a menina começou a beber aos 14 anos. “Naquela época eu ia a muitas festas de 15 anos e via que todos que estavam bebendo pareciam se divertir mais que os outros. Fiquei curiosa”, conta.

A curiosidade também foi o passe de entrada para Daniel*, também de 17 anos, que se interessou pelo álcool ao se descobrir o único do seu grupo de amigos que não bebia. “Eu era o último sóbrio da galera. Comecei a beber por influência de amigos, que diziam que era bom, e por ver meus familiares bebendo em festas”, justifica.  Daniel* afirma que, hoje em dia, a bebida é um costume, mas que, antes, era um meio para  o melhor convívio social. “Sempre que eu saía me ofereciam o que estavam bebendo. Não ia negar e ficar sozinho observando de fora.”

Leia mais na edição deste domingo (21), no Jornal de Brasília.

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