A nove dias do evento, a Semana de Pentecostes, considerada a maior festa paroquial do mundo, ainda enfrenta dificuldades financeiras. O encontro, que sobrevive há 15 anos de doações e patrocínios, chega aos últimos dias de organização com público estimado em dois milhões de fiéis.
Segundo o padre Moacir Anastácio, idealizador dos oito dias dedicados à fé e renovação da Igreja, “depois que a Semana saiu da paróquia e precisou de outras estruturas, lugares maiores, aumentaram também as demandas para que se realizasse”. Por isso, ele salienta que os donativos devem ser feitos até o início da celebração, realizada entre os dias 1° e 8 de junho, no Taguaparque.
“O mundo já estará no Brasil e de todos os modos as pessoas vão testemunhar, admiradas ou extasiadas, o tamanho da nossa fé em Jesus Cristo e em sua promessa”, lembra ainda o padre em carta dedicada aos fiéis. Por isso, ele diz também, “que ajuda posso pedir? A oração, o compromisso, a participação, o trabalho e, principalmente, ajuda financeira para pagar as contas. Não há nada pior do que fazer esta grande festa para milhões de pessoas e, ao término, ficar endividado e falando sozinho, como tem acontecido todos os anos”.
Apoio
Para os católicos, a festa só acontece graças às doações da comunidade e ao apoio dos empresários. “Essa Semana representa uma mudança de vida para as pessoas que acompanham o evento todo o ano. É um momento de renovação da fé, de nascimento da igreja. Por isso, com certeza, a comunidade é responsável por boa parte da realização dele. Quem vem a Pentecostes assume um compromisso com Deus. E quem assume esse compromisso sabe que não pode falhar”, diz Georgia Muniz, 20 anos.
“Milhares de pessoas têm testemunhado o poder de Deus através das Velas de Pentecostes. Temos constatado todos os dias, diante de nossos olhos, testemunhos extraordinários de conversões, milagres e verdadeiros prodígios alcançados pela promessa de Jesus Cristo que quer somente a nossa Salvação”, diz o padre.