O Primeiro Tribunal do Júri de Ceilândia julga nesta terça-feira (22), a partir das 8h30, Júlio César Jovem Pereira Júnior. Ele é acusado de atirar contra convidados em uma confraternização familiar, matando Edenilson Duraes Lisboa e ferindo Socorro Filha Brito. Segundo a denúncia, o réu disparou cerca de cinco tiros contra o grupo, porque foi impedido de entrar na festa.
O crime aconteceu em outubro de 2007, por volta das 5h30, na QNM 6, no “Lava Jato Souza”, Ceilândia Norte. No local, familiares e amigos do dono do estabelecimento realizavam um “chá de panela”, quando foram surpreendidos pelo réu, que insistia em participar do evento. Insatisfeito por ter sido barrado na entrada, Júlio César apanhou um revólver em seu automóvel e efetuou vários disparos na direção dos convidados.
O réu será julgado por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio. Os crimes estão qualificados por motivo fútil, também por ele ter causado perigo comum (expondo todos os convidados ao risco de serem baleados) e, ainda, porque atirou à traição, tornando impossível a defesa das vítimas. Se condenado, poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão. Ele está preso desde fevereiro de 2008.