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Brasília

Pelo menos quatro escolas da rede pública tiveram aulas parcialmente no DF

Arquivo Geral

10/02/2012 7h14

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Depois de quase dois meses de férias, mais de 540 mil estudantes da rede pública de ensino retornaram, nesta semana, às salas de aula dos 649 centros de ensino da capital do País. No entanto, muitos já sofrem com a falta de professores. No segundo dia letivo do ano, pelo menos quatro escolas da rede em Ceilândia funcionavam parcialmente. Segundo os pais, estudantes tiveram que voltar para casa e quem teve aula foi liberado pelo menos duas horas mais cedo.

 

No Centro de Ensino Fundamental 28, no P Norte, foi assim. Muitos alunos nem precisaram tirar o caderno de dentro da mochila. Um cartaz afixado na porta da escola confirmava a falta de professores para pelo menos cinco turmas. Cláudia Gonçalves, moradora da região,  tinha acabado de matricular a filha, Brenda Mirela, 6 anos, no CEF 28. Ao perguntar sobre os professores, não gostou da resposta. “Me disseram que só tinha um professor pela manhã e sete à tarde. Para 24 salas de aula, está faltando muita coisa”, afirma.

 

A dona de casa Maria Lúcia Silva, mãe de três filhos, conta que desde quarta-feira, quando começaram as aulas, o horários dos filhos é incerto.  “Oséias Silva Alves, 10 anos, nem teve aula e os outros dois foram liberados mais cedo. Tem dia que tem aula, outros não ou tem só metade da aula. Isso está uma bagunça”, afirma. Ao lado da mãe, Oséias também reclama. “A gente tem que acordar cedo, para poder ir pra escola, daí quando chega aqui nem tem aula. É muito ruim”, afirma.

 

No CEF 28 a falta de professores não é novidade. “O ano passado foi do mesmo jeito”, comenta Maria. A falta de professores prejudica não só o aluno, mas também outros professores, que por conta da carência acabam dando suporte para mais de uma turma ao mesmo tempo. Para muitos pais a situação desmotiva o aluno. “O ano já começa com esse reboliço. Isso prejudica o aprendizado, deixa a criança desmotivada”, afirma Heber Torres de Oliveira, que é farmacista e morador da região.

 

Na Escola Classe 38, a mesma coisa acontece. Às 10h, os alunos já estavam de saída ontem. “Fui informada de que não tem professores suficientes, por isso, durante toda essa semana as crianças vão ser liberadas nesse horário”, relata Lorena Saldanha da Silva, mãe de João Rodrigo e Vitor Gabriel, 4 e 5 anos, alunos da escola.

 

  Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (10) do Jornal de Brasília.

 

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