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Brasília

Pedágio e estacionamento pago poderão ser adotados na área central de Brasília

Arquivo Geral

17/02/2012 7h12

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

Nem todos os radares eletrônicos do Distrito Federal estão ativados – equipados para registrar os veículos que estiverem acima da velocidade permitida. Essa seria uma das medidas de engenharia de trânsito adotadas pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) após estudos que identificaram o comportamento do motorista diante da fiscalização. Outras medidas futuras ainda são estudadas para o trânsito da capital, como a privatização dos estacionamentos no centro urbano e a aplicação de pedágios aos veículos que quiserem trafegar na mesma região. O aumento anual na frota chega a 8%, sem previsão de redução do índice nos próximos anos.

 

O diretor de engenharia de trânsito do Detran-DF, José Lima Simões, afirma que os aparelhos de fiscalização de velocidade, conhecidos como pardais, teriam o principal objetivo de educar, mais que multar os condutores apressados. “Se todos funcionassem, o mal condutor receberia multas em série e nós teríamos inúmeros recursos de multa, dizendo que foram notificados na mesma hora. Não é a mesma hora porque são locais diferentes. Ainda assim, não tem necessidade disso. O objetivo não é multar, mas manter a velocidade baixa”, esclarece.

 

José Simões explica que alguns possuem apenas aparência externa, mas não possuem o computador de registro de imagem. Quando o condutor vê o pardal, automaticamente, reduz a velocidade. Um estudo do Programa de Pós-Graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB) apontou que a atitude é comum entre os brasilienses. Cerca de 85% deles diminuem a velocidade quando estão a uma distância de quase 30 metros dos pardais e, depois de passar, 81% deles voltam à velocidade superior à permitida.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (17) do Jornal de Brasília.

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