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Brasília

PCDF faz operação contra grupo investigado por planejar atentados em Brasília durante eleições de 2026

Mandados são cumpridos em cinco estados após investigação identificar discussões sobre possíveis ataques, fabricação de explosivos e mobilização de participantes

João Victor Rodrigues

04/08/2026 9h16

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Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para cumprir medidas cautelares contra oito pessoas investigadas por supostamente integrar um grupo que discutia a realização de atentados em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Os alvos, com idades entre 19 e 31 anos, são localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A ação é coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), com apoio das polícias civis estaduais.

Segundo a corporação, a investigação teve início após o recebimento de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir da análise das comunicações atribuídas aos investigados, os policiais identificaram conversas que faziam referência à organização de ações em Brasília durante as eleições do próximo ano.

De acordo com a PCDF, entre os materiais analisados estavam discussões sobre possíveis invasões de prédios públicos, definição de alvos, estratégias de atuação, recrutamento de participantes em diferentes estados e compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central da capital federal. Os investigadores também identificaram a circulação de manuais com instruções para fabricação de artefatos explosivos, fator que motivou o cumprimento das medidas cautelares.

As buscas têm como objetivo apreender equipamentos eletrônicos, preservar provas digitais e identificar possíveis conexões ainda desconhecidas entre os investigados. Até o momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A Polícia Civil ressaltou que os fatos ainda não foram enquadrados na Lei de Terrorismo e informou que a responsabilização individual dependerá da análise do material apreendido e do avanço das investigações, que seguem sob sigilo.

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