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Brasília

PCDF derruba quadrilha que fraudava sistema do Detran-DF

Quarta fase da investigação prendeu quatro suspeitos e revelou esquema que usava equipamentos clandestinos para cancelar multas e alterar registros de veículos

João Victor Rodrigues

28/08/2026 9h56

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Foto: PCDF

Uma organização criminosa especializada em invadir o sistema do Detran-DF foi alvo da quarta fase da Operação Código Fantasma, deflagrada nesta sexta-feira (28) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), resultou na prisão preventiva de quatro homens suspeitos de instalar equipamentos clandestinos em órgãos públicos para acessar remotamente a rede do departamento de trânsito e promover fraudes.

As investigações apontaram que o grupo utilizava dispositivos do tipo MikroTik, conectados às redes internas de unidades do Detran-DF e do Na Hora, para manipular informações oficiais. Entre as irregularidades já identificadas estão cancelamentos indevidos de multas, desvinculação de débitos, transferências fraudulentas de veículos e outras alterações cadastrais. Segundo a PCDF, todas as modificações foram detectadas e revertidas pelo Detran, mas o esquema causou prejuízos econômicos e impactos diretos à segurança do sistema público.

Durante a operação, policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão nas regiões de Vicente Pires, Candangolândia, Taguatinga Norte e Recanto das Emas. O apontado como líder da quadrilha tentou destruir provas ao jogar dispositivos eletrônicos no vaso sanitário de sua residência, mas acabou preso. Também foram apreendidos joias, uma arma de fogo, equipamentos digitais e documentos que serão submetidos à perícia.

Além das prisões, a Justiça autorizou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados para impedir a ocultação de patrimônio. Os suspeitos responderão por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas podem chegar a 32 anos de prisão. A PCDF informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e ampliar o combate às fraudes contra o sistema do Detran-DF.

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