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Brasília

PCDF abre operação para prender autores de violência contra a mulher

Arquivo Geral

05/04/2019 12h50

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Investigadores da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) fecharam o cerco contra agressores e assassinos de mulheres no Distrito Federal. Agentes saíram às ruas nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (5) para darem cumprimento a 11 mandados de prisão e de busca e apreensão no Paranoá, Plano Piloto e São Sebastião.

O principal objetivo da operação, batizada de Salve Rainha, é combater a violência doméstica e familiar, além de crimes como feminicídio. Segundo a Polícia Civil, na área da 6ª DP, duas mulheres foram assassinadas por companheiros somente no mês de março. Durante a ação, foram apreendidas drogas, certa quantia em dinheiro e arma de fogo.

Segundo estudo da Secretaria de Segurança Pública do DF, a maioria das vítimas de feminicídio nunca registrou queixa contra seus agressores. Apesar dos índices crescentes de violência contra a mulher em todo o Brasil, os autores são poupados e casos de agressões não chegam a ser levados às autoridades policiais.

De marçode 2015 -– quando foi implementada a Lei do Feminicídio – a 18 de março deste ano, foram registrados 68 casos de feminicídios consumados no DF. O medo de prestar queixa contra o companheiro ainda é um obstáculo para a maioria das mulheres que sofrem violência doméstica. Até perderem a vida, 72,1% dessas vítimas assassinadas nunca haviam denunciado seus companheiros por maus tratos verbais ou psicológicos.

Desde 2018, o DF tem registrado mais feminicídios do que homicídios de mulheres. Dos 46 assassinatos de mulheres registrados no ano passado, 26 tiveram como causa o fato da vítima ser do sexo feminino. Em 2019, das 9 mulheres mortas até o último dia 18, 5 foram por crime de feminicídio.

Região administrativa mais populosa do Distrito Federal, Ceilândia lidera o número de casos de violência doméstica e assassinato de mulheres: foram 7.448 registrados da primeira modalidade e nove, da segunda. Samambaia, com 3.912 agressões e sete feminicídios, e Planaltina, com 3.549 ocorrências e três mortes, vêm em seguida.

É dentro de casa que a violência contra a mulher mais acontece: 91,2% das agressões tiveram a própria residência da vítima como palco da violência. Brigas conjugais e ciúmes são as causas de 58,8% das agressões fatais a mulheres. Armas brancas, como facas, foram as mais utilizadas contra as vítimas e aparecem como responsáveis por 48,5% dos homicídios, enquanto as armas de fogo são determinantes de 26,5% dos casos.

 

 

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