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Brasília

PaulOOctávio fatura por R$ 66 milhões área para shopping polêmico

Arquivo Geral

27/02/2009 0h00

O baixo volume de vendas no mercado imobiliário costuma ser uma das características mais marcantes do mês de fevereiro. Isso porque durante esse período muitos investidores estão viajando, drugs pagando contas ou ainda fechando o planejamento do ano. No entanto, nurse a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) comemorou mais uma licitação de sucesso. Na última quarta-feira, pharm a estatal vendeu 73 terrenos, de 192 lotes ofertados, e arrecadou R$ 83,5 milhões.


O que chamou a atenção é que com apenas a venda de um terreno de 65 mil metros quadrados, na QL 24 do Lago Sul, a Terracap vai embolsar R$ 66,8 milhões. O preço da oferta inicial do lote foi de R$ 62,4 milhões, porém o único lance para pagamento à vista do imóvel foi dado pela empresa Principal Construções Ltda, que faz parte das Organizações PaulOOctavio. O projeto do novo empreendimento ainda vai passar pela análise da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), mas a destinação do lote prevê a construção de um centro comercial de médio porte, nos moldes do Pontão do Lago Sul.


No local,  poderão ser construídos bares, restaurantes, lojas, espaço para eventos e marina, desde que tudo esteja integrado à natureza. O diretor técnico da Terracap, Luis Antônio Reis, informou que o resultado definitivo da licitação deve ser homologado em até três semanas. Até lá, a estatal vai verificar toda a documentação e adimplência das empresas que ofereceram os maiores preços para os terrenos da licitação.


A venda do lote destinado ao novo shopping no Lago Sul causou estranheza no mercado mobiliário. Segundo um corretor, que pediu para não ser identificado, o terreno foi vendido de forma muito estranha. “Colocaram a primeira etapa do Noroeste em licitação para tirar o foco do mercado. Isso enxugou os capitais nas mãos dos investidores e construtoras. Agora, depois do Carnaval, quando a cidade está vazia, fazem esta licitação, oferecendo este lote,que é um brinco, uma jóia rara. E, para piorar, com exigência de pagamento à vista. Assim, sobrou pouca gente  capitalizada no mercado”, disse ele, mostrando insatisfação com a vitória da Principal Construções Ltda.


O diretor da Terracap, no entanto, destaca que o projeto arquitetônico tem que ser aprovado pela Administração do Lago Sul. “Eles certamente vão exigir que a empresa construtora preserve o padrão das edificações e a qualidade de vida da região”, ressaltou o diretor. Ele enfatizou ainda que as empresas do Grupo PaulOOctávio são clientes da Terracap como quaisquer outras empreendedoras do ramo imobiliário. “A licitação é aberta e o processo é transparente. As empresas vêm, oferecem o melhor  preço e arrematam o imóvel”, afirmou.


Normas


Reis garantiu ainda que não há impedimentos legais para a venda, apesar do proprietário da empresa ser o vice-governador do DF. Ele destacou também que o empreendimento a ser construído no Lago Sul deverá seguir as Normas de Edificação, Uso e gabarito (NGB), instituídas para padronizar as construções no DF. Pelas normas da Seduma, a taxa máxima de ocupação é de 40% da área do lote: a área verde terá que ocupar pelo menos 30% do terreno, os prédios só podem ter dois pavimentos (térreo e mais outro andar) e é obrigatória a construção de um estacionamento público.


O presidente da Terracap, Antônio Gomes, avaliou que a venda do lote no Lago Sul impulsionou o aumento nas vendas de  fevereiro, que bateram o recorde da estatal para o mês. “O resultado superou nossas expectativas porque essa licitação foi realizada logo após o Carnaval, quando muitos investidores ainda estão fora de Brasília”, analisou. No ano passado, a licitação de fevereiro rendeu à empresa R$ 29,8 milhões.


O terreno na QL 24, localizado às margens do Lago Paranoá, foi criado em 1997 durante o Governo Cristóvam Buarque. Pelo orojeto original, 60% da área seriam destinadas à construção de hotel e shopping. No ano passado, atendendo reivindicação
da comunidade, o governador José Roberto Arruda sancionou um decreto proibindo a construção de hotel no local, reduzindo em 12 mil metros o tamanho do terreno e limitando em 40% o total da área construída.


A assessoria das Organizações PaulOOctavio disse que ainda não há um planejamento para o novo empreendimento e informou que o grupo não está comentando sobre a venda do imóvel até que o processo seja homologado pela Terracap. A próxima licitação da estatal está marcada para o próximo dia 26 e terá ofertas da segunda etapa do Setor Noroeste.

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