O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), lhe procurou, ontem (16), para propor um pacto de governabilidade para o DF. O senador disse que falou com Paulo Octávio que sua posição em relação a expulsão dele do partido e a intervenção no diretório já estava tomada e que outros integrantes da legenda também apoiavam a expulsão e a intervenção . “Eu disse que não tinha como refluir. Minha posição já estava tomada”.
O DEM vai avaliar a situação do governador Paulo Octávio, na semana que vem. O partido poderá expulsar Paulo Octávio e intervir no Diretório Regional do DF. A estratégia de líderanças nacionais do partido é a de tentar isolar a ideia de corrupção ao Distrito Federal.
Requerimento neste sentido será apresentado na reunião da Executiva Nacional, possivelmente na terça-feira (22), pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Não tem como contemporizar. Vamos resolver de uma vez esse problema” disse o senador Demóstenes Torres.
Segundo Demóstenes, filiados do partido em todo o Brasil, que não tem nada a ver com os problemas no DF, estão “carregando uma cruz, absolutamente desnecessária”. O parlamentar disse que o DEM tem que agir de forma cabal, tomar providências e demonstrar que não tem nada a ver com as irregularidades cometidas no governo do Distrito federal. “Se o partido for conivente naufraga junto com todos aqueles que praticaram irregularidades”, afirmou.
De acordo com o senador goiano, o DEM não pode mais governar o Distrito Federal. Segundo ele, o partido tardou em tomar as providências em relação ao vice-governador e ao Diretório Regional. “Poderíamos ter feito no primeiro momento, mas nunca é tarde, está na hora de tomar providências. Se não temos mais quadros idôneos politicamente para gerir o DF é melhor tomar providências rapidamente”.
As razões para a intervenção da direção nacional do DEM no diretório do DF, segundo o senador, são o manifesto feito pelo diretório em favor do governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido), acusado pela PF de ser o chefe de um esquema de corrupção no DF, e assinado pelo presidente da legenda, Paulo Octávio e, também, as demais acusações feitas contra a direção regional que politicamente seriam razoáveis para que haja a intervenção.