Os moradores do Park Way estão insatisfeitos, principalmente com a segurança pública. O principal problema da região, para a maioria, é o número crescente de roubos a residência. A indignação é tanta que foi convocada uma reunião entre os moradores para discutir a situação e propor soluções. A preocupação aumentou quando a população recebeu a informação de que apenas uma viatura da Polícia Militar é responsável pelo patrulhamento da área.
Pauta
Cerca de cem pessoas tiraram a manhã de sábado para discutir os problemas do Park Way. Na pauta de reclamações estão também o trânsito, que piorou após as obras do Expresso DF, e as ocupações irregulares.
No entanto, a violência, de acordo com o médico Rodrigo (nome fictício), é a maior preocupação neste momento. Ele teve a casa roubada e um prejuízo de R$ 30 mil. Quando estava em viagem, dois homens entraram na residência, após cortar a cerca e dar sonífero aos dois cães de guarda. “Eles levaram de tudo, duas TV’s de LED, joias, relógios. Invadiram o único quarto trancado, onde estavam os objetos de valor”, contou. “Das oito casas do meu condomínio, três foram assaltadas recentemente. Não vemos a polícia circulando aqui e o nosso IPTU é muito alto para termos tanta insegurança”, desabafou.
Já da casa do servidor público George Souza foram levados por volta de R$ 20 mil, em eletrônicos, bebidas e joias. Tudo isso 17 dias depois da mudança da família para o Park Way. “Só quem passa por isso sabe. A gente vive fragilizada”, disse.
A investigação deixou George decepcionado, já que apenas dois dias depois da denúncia a perícia da Polícia Civil foi realizada. Com isso, a família não pôde dormir em casa e foi obrigada a manter a bagunça deixada pelos bandidos durante o tempo de espera.
Vítimas têm dificuldade para superar
A administradora Tércia Almeida também já foi vítima de criminosos. Enquanto ela, o marido e os dois filhos dormiam, bandidos invadiram a casa e roubaram diversos objetos. A perda financeira ficou em segundo plano, já que foram levadas apenas roupas e uma torneira, mas o pânico de ter a residência invadida é mais difícil de superar.
Assim como está difícil de superar as dificuldades no trânsito. De acordo com o presidente da Associação Comunitária dos Proprietários de Lote do Park Way, Ricardo Valle, a comunidade não foi consultada pelo GDF sobre as modificações. Os engarrafamentos são longos e o desrespeito aos motoristas é grande. “Precisamos de mais fiscalização do DER e do Detran, para coibir condutas irregulares, que podem causar acidentes”, defendeu.